Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Terremoto e tsunami levantam dúvidas sobre economia japonesa

Montadoras de automóveis, fábricas de eletrônicos e refinarias fecharam em grande parte do Japão nesta sexta-feira, após um forte terremoto que abalou o país, produzindo um tsunami, dobrando estradas e deixando milhões de casas e empresas sem energia.

Sexta, 11 de Março de 2011 às 03:12, por: CdB
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Montadoras de automóveis, fábricas de eletrônicos e refinarias fecharam em grande parte do Japão nesta sexta-feira, após um forte terremoto que abalou o país, produzindo um tsunami, dobrando estradas e deixando milhões de casas e empresas sem energia. Líderes dos partidos do governo japonês e da oposição querem um orçamento de emergência para ajudar a financiar os esforços humanitários, e o primeiro-ministro Naoto Kan pediu que eles "salvassem o país", segundo a agência de notícias Kyodo. O banco central do Japão, que luta para impulsionar a economia anêmica, disse que fará o máximo para garantir a estabilidade do mercado financeiro, enquanto jatos da força aérea nacional rumam para a costa nordeste para avaliar os prejuízos do maior terremoto a atingir o país nos últimos 140 anos. O BC anunciou que antecipará a reunião de política monetária para segunda-feira, com decisão no mesmo dia. O sismo de 8,9 graus de magnitude derrubou as ações japonesas e do resto do mundo, levando o mercado global para o menor patamar em quase seis semanas. Vários aeroportos, incluindo o Narita, de Tóquio, estavam fechados, e as linhas ferroviárias, paralisadas. Nenhum porto funcionava no país. A gigante de eletrônicos Sony, uma das maiores exportadoras japonesas, fechou seis fábricas, de acordo com informações da Kyodo. – Há fábricas de carros e semicondutores no norte do Japão, portanto haverá certo impacto econômico devido aos danos nas fábricas – disse Yasuo Yamamoto, economista sênior do Mizuho Research Institute, em Tóquio. Ao menos 44 pessoas morreram, segundo a Kyodo, e muitas ficaram feridas com o terremoto, que gerou incêndios da cidade de Sendai, no norte do Japão, até Tóquio. Um tsunami de 10 metros de altura atingiu o porto de Sendai, na província de Miyagi, a cerca de 300 quilômetros de Tóquio, mas não houve notícia de danos. As áreas em torno de Miyagi possuem importantes zonas manufatureiras e industriais, com muitas fábricas de produtos químicos e eletrônicos. As notícias sobre a região eram incompletas e não ficou claro se algumas fábricas estavam fechadas simplesmente devido à falta de energia ou por destruições causadas pelo terremoto. Miyagi, a área mais afetada pelo sismo, é responsável por 1,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, de acordo com a Macquarie Research. "Há duas preocupações básicas relacionadas à economia. A primeira é que o frágil ciclo econômico não está pronto para suportar uma interrupção significativa. A segunda é que a combinação de uma economia mais fraca com um fardo adicional sobre as finanças públicas colocará pressão de alta sobre os rendimentos pagos nos bônus", disse a Macquarie em comunicado. A Toyota Motor disse que interrompeu a produção em uma fábrica de autopeças e em duas montadoras da área de Miyagi, enquanto a Nissan Motor, segunda maior automobilística do Japão, parou as operações em quatro fábricas, de acordo com a mídia local. O terremoto aconteceu no momento em que a terceira maior economia do mundo mostrava sinais de retomada após uma contração no último trimestre de 2010. O desastre eleva as previsões de que haverá interrupções em negócios essenciais, pelo menos no curto prazo.
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