Rio de Janeiro, 11 de Abril de 2026

Terremoto deixa mais de 5 mil mortos na Indonésia

Já passa de 5 mil o número de mortos no terremoto que atingiu, neste final de semana, a ilha de Java, na Indonésia, segundo informações do governo. O primeiro vôo da ONU, carregado com alimentos e outros suprimentos, chegou no domingo. Vários países anunciaram envio de ajuda. (Leia Mais)

Segunda, 29 de Maio de 2006 às 05:44, por: CdB

Já passa de 5 mil o número de mortos no terremoto que atingiu, neste final de semana, a ilha de Java, na Indonésia, segundo informações do governo. O primeiro vôo da ONU, carregado com alimentos e outros suprimentos, chegou no domingo. Vários países anunciaram envio de ajuda.

O número oficial de mortos na tragédia é de 5.136. O centro do tremor de 6,3 graus na escala Richter, ocorrido às 5h54 locais de sábado (19h54 de sexta-feira em Brasília), situou-se 37,6 km ao sul da cidade de Yogyakarta e perto do vulcão Merapi, que fica a apenas 30 km da cidade.

O terremoto foi a pior tragédia a atingir a Indonésia -país com maior número de muçulmanos do mundo - desde a tsunami ocorrida em 26 de dezembro 2004, que matou 168 mil indonésios.

O governo estima em 2.155 o número de feridos, mas, de acordo com a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 20 mil sofreram ferimentos de cerca de 130 mil estão desabrigados - 40% deles crianças.

O vice-presidente, Jusuf Kalla, estimou que a reconstrução deve custar cerca de US$ 107 milhões e durar ao menos um ano. Além do grande número de vítimas, o terremoto danificou estações elétricas e deixou milhares sem fornecimento de energia.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, cancelou a viagem que faria à Coréia do Sul para acompanhar os trabalhos de resgate das vítimas. O governo indonésio também declarou no domingo estado de emergência por três meses em todo o país.

Segundo Kalla, durante o estado de emergência, o governo irá providenciar alimento, abrigo e serviços de saúde aos desabrigados.

<b>Sobreviventes</b>

Sobreviventes procuram por comida e objetos pessoais nos escombros de suas casas e milhares de feridos permanecem internados em hospitais superlotados.

Os edifícios dos hospitais da cidade ficaram com as estruturas comprometidas. Hospitais de campanha foram preparados, mas ainda não havia acomodações suficientes para todos: algumas pessoas recebiam tratamento nas ruas.

- Precisamos de mais médicos e hospitais de campo para cuidar dos feridos -disse o porta-voz da presidência da Indonésia, Andy Mallarangeng.

<b>Ajuda</b>

O WFP (sigla em inglês para o Programa de Alimentação das Nações Unidas) informou, nesta segunda-feira, que iniciou a distribuição de alimentos aos sobreviventes nos distritos de Bantul e Klaten, os dois mais atingidos pelo tremor.

- O desafio é assegurar que não haja desencontro entre o que é preciso levar e o que está sendo oferecido - disse o embaixador indonésio para o Reino Unido, Marty Natalegawa.

O porta-voz do WFP, Trevor Rowe, disse à rede de TV americana CNN que a organização pretende levar 80 toneladas de alimentos à região de helicóptero, além de equipes de médicos e medicamentos.

A Cruz Vermelha da Alemanha enviou equipamentos de purificação de água e centros de atendimento médico móveis à Indonésia nesta segunda-feira, para ajudar nos esforços.

Segundo o Ministério indonésio das Relações Exteriores, o purificador será enviado à região afetada no norte do país. O equipamento é capaz de purificar água para 20 mil pessoas.

A França também enviou medicamentos, materiais de emergência e equipes médicas à ilha de Java. A Espanha anunciou o envio de 12 toneladas de ajuda humanitária, como tendas, cobertores e medicamentos para ajudar os milhares de feridos e desabrigados na tragédia.

<b>Área de risco</b>

A Indonésia se encontra na região conhecida como Cinturão de Fogo do Pacífico, ponto de encontro das placas tectônicas continentais, causa de uma forte atividade sísmica e vulcânica na região, onde neste domingo foram registrados dois tremores nas ilhas de Papua Nova Guiné e Tonga, que não provocaram vítimas ou danos materiais.

O vulcão Merapi, um dos mais ativos do planeta, provocou a retirada temporária de moradores da região. O Merapi, que situa

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