Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Termina sem acordo reunião de líderes na Câmara

Terça, 08 de Julho de 2008 às 10:55, por: CdB

Mais uma vez, terminou sem acordo a reunião de líderes partidários na Câmara dos Deputados. Desde a semana passada, eles tentam fechar um acordo para votação de projetos de lei de interesse de todos os partidos. Nesta terça-feira, o acordo foi para votar apenas uma medida provisória, a que permite à União participar com R$ 400 milhões do Fundo de Garantia para a Construção Naval.

O líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que a oposição vai continuar com as obstruções, mas ressaltou que na quarta-feira será possível chegar a um acordo para votação de projetos.

– Vamos hoje ao plenário e manter a obstrução. Amanhã, talvez seja possível alcançar um acordo – disse.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Maurício Rands (PE), criticou a oposição por manter a obstrução dos trabalhos na Casa. Rands disse que, com isso, projetos de interesse da sociedade ficam sem votação.

– A oposição está assumindo o ônus da obstrução, e ela tem que dar satisfação disso à sociedade. Quando há obstrução, essas proposições atrasam – afirmou.

Entre os projetos a que Rands se referiu estão o que institui a licença-maternidade de seis meses e o que trata de cotas nas universidades públicas para alunos que estudaram em escolas públicas.

Segundo o vice-líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), na quarta-feira haverá nova reunião para fechar a pauta de votações do plenário, depois de votadas as medidas provisórias.

– Vamos tentar pegar amanhã o que tem de comum entre a pauta do governo e a da oposição e garantir esses pontos comuns – disse.

Já o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), informou que, na primeira oportunidade em que a pauta estiver aberta, será colocada em votação a regulamentação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde.

– [A votação do último destaque da Contribuição Social para a Saúde - CSS] pode ocorrer a qualquer momento. Quando a pauta abrir, e se o quórum estiver adequado, vamos votar – disse.

O destaque que ainda falta ser votado foi aprentado pela oposição e retira toda a fórmula de cálculo para a cobrança da CSS.

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