A Secretaria de Segurança informou na manhã desta segunda-feira que terminou a rebelião na 105ª DP (Petrópolis). Segundo a Secretaria, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) negociaram a rendição dos presos amotinados e a libertação do carcereiro Armando Rodrigues, que era mantido como refém. Segundo o delegado Roldenir Cravo, a rebelião de presos na 105ª DP (Petrópolis) terminou por volta das 9h30m quando os detentos entregaram uma pistola e um revólver que tinham sido tomados dos carcerceiros.
Policiais militares do 11º BPM (Friburgo) e do 12º BPM (Niterói) reforçaram a segurança na 105ª DP (Petrópolis), na manhã desta segunda-feira. A rebelião já durava mais de dez horas. O motim começou depois que 20 detentos conseguiram fugir. Sete foram recapturados e um morreu de enfarto.
Um coronel e três delegados tentaram negociar com os rebelados, mas as negociações foram suspensas. Os presos exigiram a presença de um pastor evangélico, de um juiz e de um defensor público. Eles queriam a transferência dos presos condenados para a unidade agrícola de Magé. Uma advogada tentou negociar o fim da rebelião. Dois pastores da Igreja Universal, Alexandre Vieira dos Santos e Daniel Santos, chegaram à 105ª DP (Petrópolis), ainda na manhã desta segunda-feira, pouco antes do fim da rebelião. Eles conversaram com os presos rebelados e tentaram a liberação do carcereiro.
A rebelião começou por volta de 20h40m, quando 20 dos 119 presos da 105ª DP fugiram pela porta da frente e por uma janela lateral. A delegacia, que tem capacidade para 85 prisioneiros, estava superlotada. No momento da fuga, havia apenas dois policiais na delegacia. O carcereiro Armando Rodrigues foi tomado como refém. O outro policial, que estava na porta da delegacia, conseguiu escapar para buscar reforço. Ainda não se sabe como os presos escaparam das celas da cadeia.
O preso que morreu de enfarto foi identificado com Odácio Furtado, de 72 anos, acusado de corrupção de menores.
Quatro presos fugiram do Complexo Penitenciário da Frei Caneca na madrugada da última sexta-feira. O complexo foi cercado por homens da polícia militar. Há pouco mais de uma semana houve fuga seguida de rebelião e massacre na Casa de Custódia de Benfica.