Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Termina prazo dado pelo Estado Islâmico sobre resgate dos japoneses

O Japão disse nesta sexta-feira que ainda tenta assegurar a libertação de dois reféns japoneses em poder de militantes do Estado Islâmico, após ter estourado o prazo para o pagamento de resgate sem que se tenha notícias sobre o destino deles.

Sexta, 23 de Janeiro de 2015 às 09:15, por: CdB
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Chefe de gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva
  O Japão disse nesta sexta-feira que ainda tenta assegurar a libertação de dois reféns japoneses em poder de militantes do Estado Islâmico, após ter estourado o prazo para o pagamento de resgate sem que se tenha notícias sobre o destino deles. O governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, chegou a considerar se uma planejada alteração nas leis poderia dar base legal para uma ação militar contra militantes do Estado Islâmico, concluindo que não, de acordo com um documento visto pela agência inglesa de notícias Reuters. A captura dos dois cidadão japoneses na Síria representa um "ato inaceitável de terror", diz o documento. Mas o texto conclui que o ato não se enquadra nos pré-requisitos legais para o envio de forças japonesas, cujas atividades no estrangeiro são reguladas pela Constituição pacifista do pós-guerra, mesmo tomando-se em consideração uma planejada alteração na interpretação dada ao capítulo sobre a questão. Em um vídeo veiculado na Internet na terça-feira, um indivíduo vestido de negro e segurando uma faca entre os reféns, o jornalista Kenji Goto e Haruna Yukawa, ameaçava matá-los se Tóquio não pagasse US$ 200 milhões ao Estado Islâmico dentro de 72 horas. Abe tem dito ser imprescindível salvar a vida dos dois homens, mas que o Japão não vai se curvar ao terrorismo. As autoridades japoneses se negaram a revelar se o país vai pagar qualquer resgate, medida que colocaria Tóquio em desacordo com os aliados dos Estados Unidos. No entanto, fontes com conhecimento do assunto disseram que diplomatas japoneses afirmaram aos familiares dos dois prisioneiros, antes da divulgação do vídeo, que nenhum resgate seria pago.

Mãe de jornalista

A mãe do jornalista japonês sequestrado pelo Estado Islâmico (EI) fez nesta sexta-feira um apelo perante a imprensa para a libertação do seu filho, coincidindo com o fim do ultimato dado pelo grupo para a sua execução. “Por favor, salvem a vida de Kenji”, pediu ao governo japonês Junko Ishido, mãe do jornalista Kenji Goto, em declaração dada no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Tóquio. O apelo é feito no dia em que se cumpre o prazo de 72 horas imposto pelo Estado Islâmico ao governo do Japão para pagar US$ 200 milhões em troca das vidas de Kenji Goto e do empresário Haruna Yukawa. - Membros do EI, por favor, libertem-no, [Kenji] não é seu inimigo - disse a mãe. O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe garante não ter sido contactado pelo Estado Islâmico sobre o caso, mas estima que o ultimato seja cumprido à tarde, três dias depois de o Poder Executivo ter tomado conhecimento da notícia do vídeo. Viúvo de 42 anos, Haruna Yukawa foi sequestrado em meados de agosto do ano passado, enquanto supostamente dava apoio logístico a um grupo rebelde, rival do EI, na guerra civil síria. Kenji Goto, de 47 anos, foi para o território sírio controlado pelo Estado Islâmico no início de outubro, com a intenção de cobrir o conflito, e deveria ter voltado ao Japão no dia 29 do mesmo mês.
 
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