A rebelião de 110 presos na penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora (MG) terminou na manhã desta quinta-feira, após seis dias tensos de negociações para que os presos soltassem os 37 reféns, entre eles uma criança e uma gestante. Quatorze familiares de presos deixaram a unidade às 8h. No domingo, duas pessoas foram libertadas pelos presos e na segunda, forma mais 21.
O diretor-geral da unidade, José Pinto de Oliveira, afirmou que os presos reivindicaram transferência para a penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, que fica em Belo Horizonte, e assim facilitar o acesso dos familiares. Além disso, eles também queria a revisão das penas. O juiz Amauri Lima e Souza, da Vara de Execução Criminal de Juiz de Fora, irá atender aos presos que pedem revisão das penas, conforme informações da Secretaria de Defesa Social.
Dois agentes penitenciários que foram feitos reféns deixaram o local nesta quinta e forma levados para o Hospital Pronto-Socorro de Juiz de Fora, mas não foram feridos e passam bem.
Após o fim da rebelião, os fornecimentos de água, luz e alimentos foram restabelecidos, segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais. Com auxílio de policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais, os agentes penitenciários fazem uma revista no local em busca de armas, telefones celulares e drogas.
O motim começou no sábado, ao meio-dia. Armados com facas, os presos renderam dois agentes de segurança e iniciaram uma rebelião. A penitenciária, inaugurada no segundo semestre do ano passado, tem capacidade para 400 presos e abriga 397.
Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026
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