O vencedor do concurso público nacional para a escolha do melhor projeto de urbanização da Rocinha, a maior favela da América Latina foi o trabalho do arquiteto Luiz Carlos Toledo, do escritório MT Toledo Arquitetura, Planejamento e Consultoria, no bairro da Glória. O resultado foi divulgado nesta terça-feira pelo vice-governador e secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Luiz Paulo Conde, e o presidente do IAB-RJ (Instituto dos Arquitetos do Brasil/seção Estado do Rio de Janeiro), Fernando Alencar.
O júri foi composto por cinco jurados: representando o governo do estado, a arquiteta Andréa Cardoso, o ex-presidente do IAB-RJ Carlos Fernando Andrade, a professora e arquiteta da PUC-Campinas Laura Bueno, o arquiteto e presidente do júri Francisco Assis Reis, e, representando a comunidade da Rocinha, Aurélio Mesquita.
Segundo Luiz Carlos Toledo, o projeto foi baseado na participação da comunidade e seus anseios, criado a partir de visitas à Rocinha.
- Não é um projeto fechado, começamos por ouvir a população. Antes de qualquer coisa, eles querem saneamento e legislação. Anseiam pelo ordenamento do bairro, pois gostam de morar na Rocinha, mas querem ser reconhecidos pelo estado.
O presidente do IAB-RJ, Fernando Alencar, destacou a participação popular. Segundo ele, projetos impostos de cima pra baixo não têm crédito da população.
- O concurso é excelente oportunidade de expor idéias e ouvir a opinião da população. Considero esse o principal ganho na medida que emociona e mobiliza as pessoas a dizer o que querem para o seu destino.
Conde destacou a intensa participação dos arquitetos. Segundo ele, quase 300 profissionais foram mobilizados. O vice-governador disse que o projeto está orçado em 200 milhões de reais e que deve levar de 18 a 24 meses para ser concluído. Acrescentou que o contrato será feito rapidamente, pois o financiamento inicial é do governo do estado. E acredita que um projeto emocionante como esse deve despertar interesse do governo federal.