Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Terceira Seção se despede do desembargador convocado Celso Limongi

Quarta, 11 de Maio de 2011 às 13:40, por: CdB

O desembargador convocado Celso Limongi participou hoje (11) de sua última sessão de julgamento na Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Prestes a aposentar-se, Limongi deixará no próximo dia 17 a Corte Superior que integrou por pouco mais de dois anos.

A presidente da Seção, ministra Laurita Vaz, afirmou que o desembargador Celso Limongi, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, prestou valiosos serviços ao STJ, contribuindo com sua vasta experiência de magistrado, competência e dedicação. Ela também destacou algumas características peculiares do desembargador: simplicidade, sabedoria, equilíbrio e extrema gentileza. “Nestes dois anos trabalhando juntos na Terceira Seção, nunca vi o desembargador irritar-se ou ao menos alterar a voz”, elogiou a ministra.

Membro da magistratura paulista há 42 anos, Celso Limongi nunca imaginou que seria convocado para integrar o STJ. “Um prêmio, me deixou muito feliz e honrado”, revelou. Ao despedir-se, ele demonstrou preocupação com a formação dos juízes e com o volume inesgotável de ações judiciais que acarretam na morosidade. “A morosidade do Judiciário, que desperta nos outros Poderes a ideia de culpá-lo por todas as vicissitudes que a sociedade enfrenta, quando a culta está precisamente na incapacidade dos outros Poderes”, disse.

Preocupado com os rumos da Justiça brasileira, Limongi afirmou: “Não quero sequer imaginar a nau do Poder Judiciário, que tanto amo, navegando sem rumo, bordejando, por falta de vento, ou melhor, de coragem dos juízes, aliados a tibieza do Legislativo e conformados com a hipertrofia do Executivo”. Ele manifestou confiança na ética, moral e conhecimento jurídico e humanista dos magistrados, em especial dos ministros do STJ, que têm coragem e prudência para sujeitar-se somente à lei efetivamente válida, coerente com os significados da Constituição Federal.

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