Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Tequila dos mexicanos não passou na "alfândega" do Pan

Quarta, 25 de Julho de 2007 às 17:44, por: CdB

Um recorde, México e Cuba já bateram nos Jogos Pan-Americanos. São as delegações que tentaram levar a maior quantidade de bebidas para dentro da Vila Pan-Americana. Ou, pelo menos, as que foram mais indiscretas, pois tiveram muita coisa confiscada.

A organização revelou os objetos apreendidos com os atletas. Os pertences dos mexicanos são os que ocupam mais espaço nas prateleiras onde as mercadorias estão guardadas. É quase tudo bebida, litros e litros de tequila, cachaça, vinho e uísque. Cuba ficou com a medalha de prata, também conquistada com muito álcool.

Os argentinos tiveram um único tipo de objeto apreendido: tesouras, que aliás estão em quase todas as prateleiras. Canivetes também podem ser vistos por toda parte.

Na parte brasileira, chama atenção uma cafeteira. Os atletas quiseram ainda levar para a Vila uma faca, um garfo, um canivete, aparelho de som, dois copos e sete garrafas de bebida, entre elas um champagne que um atleta premiado ganhou de presente. Os nicaraguenses também tiveram de deixar um aparelho de som para trás.

Tudo o que foi detido está etiquetado e será devolvido no momento em que o atleta sair da Vila, segundo os organizadores.

Já os torcedores perderam principalmente bandeiras, fogos de artifícios, canivetes e cornetas, de acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). E no caso deles, o termo certo é “perderam” mesmo, pois nada será devolvido. Ao final dos Jogos Parapan-Americanos, em agosto, os pertences serão doados para cooperativas de reciclagem.

Quando vão assistir a uma competição, os torcedores passam por um dos 156 aparelhos de raio-x, 350 portais detectores de metal e 437 “raquetes” que também acusam a presença de metais. Segundo o coordenador de tecnologia da Senasp, Odécio Carneiro, estes equipamentos serão usados na entrada de órgãos públicos, presídios e estádios de futebol do Rio de Janeiro após o Pan.

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