Hillary ClintonOs fatos comprovam - basta ler a imprensa internacional - que Washington está se oferecendo, via declarações da Secretária de Estado Hillary Clinton, para apoiar facções rebeldes na Líbia. Mas, o ex-ministro da Justiça do país, chefe de uma destas facções, disse abertamente a TV Al Jazeera que não está em contato com nenhum governo estrangeiro e que não aceita que intervenham na Líbia.
Ao mesmo tempo, a diplomacia norte-americana manobra para transformar as monarquias teocráticas e/ou ditatoriais do Bahrein, Qatar, Jordânia e Arábia Saudita em monarquias constitucionais, sempre de acordo com seus interesses.
Em outras palavras, a diplomacia e a política norte-americanas no Oriente Médio estão correndo atrás dos fatos históricos, atrasadas em relação a um movimento democrático e popular que elas nunca esperavam e que fizeram de tudo para não acontecer, apoiando economicamente e armando os governos que hoje, apesar dos EUA, os povos derrubam.
Não vamos nos iludir. Depois do desastre da ocupação do Iraque e da guerra do Afeganistão, que como já dissemos várias vezes neste blog, transformou o Irã, e de certa forma sua vizinha, a Turquia, nas únicas potências regionais ali e no Oriente Médio, a diplomacia norte-americana, comandada pela sra. Clinton, está fazendo de tudo para sustentar a Arábia Saudita e “reformar” as demais monarquias locais. Tentativa desesperada de manter o status quo.
Foto: Wilson Dias/ ABr