Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Tensão no Quênia se agrava com ação violenta de policiais

A polícia e a oposição no Quênia voltaram aos confrontos, nesta quinta-feira, no segundo dia de protestos contra a contestada reeleição do presidente Mwai Kibaki. Três pessoas já foram mortas desde que protestos foram retomados. Segundo testemunhas, a polícia disparou gás lacrimogêneo contra centenas de simpatizantes do líder oposicionista Raila Odinga e de sua coalizão Movimento Democrático Laranja. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Janeiro de 2008 às 10:14, por: CdB

A polícia e a oposição no Quênia voltaram aos confrontos, nesta quinta-feira, no segundo dia de protestos contra a contestada reeleição do presidente Mwai Kibaki. Três pessoas já foram mortas desde que protestos foram retomados. Segundo testemunhas, a polícia disparou gás lacrimogêneo contra centenas de simpatizantes do líder oposicionista Raila Odinga e de sua coalizão Movimento Democrático Laranja. Uma rua próxima à favela Mathare, em Nairóbi, foi fechada.

O fotógrafo da agência inglesa de notícias Reuters Antony Njuguna contou que cerca de 40 policiais enfrentam centenas de manifestantes perto de Mathare, um dos palcos de quase três semanas da violência que tomou o país. Na área de Kisumu, de forte presença da oposição, a polícia antichoque disparou para o ar e atingiu pelo menos um homem.

- Meu pai foi baleado em frente à nossa casa. A polícia está atirando indiscriminadamente, atingindo qualquer um. Meu pai foi baleado na barriga - disse Alphonse Otieno, por telefone, da favela Kondele, em Kisumu, aos jornalistas.

A polícia proibiu os protestos convocados por Odinga, que acusa Kibaki de ter roubado na eleição de 27 de dezembro. Por seu lado, o governo acusa a oposição de fraudar votos e de protestar, em vez de usar opções jurídicas para contestar o resultado.

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