Por Prensa Latina 11/05/2011 às 19:27
Um verdadeiro frenesi político vive-se hoje no Chile na antessala da votação do megaprojeto energético Hidroaysén, questionado pela sociedade devido a seu impacto ambiental.
A aprovação da iniciativa, que contempla a construção de cinco represas na Patagônia chilena, derivará em anunciadas manifestações populares em várias cidades incluída esta capital, em meio também a um acentuado reforço policial, qualificado inclusive de exagerado por meios jornalísticos locais.
O Governo, que já fez público seu aval à Hidroaysén, insiste em que deve se respeitar o parecer da Comissão Técnica que votará hoje o projeto, com recorrentes chamados a respeitar a institucionalidade do país e a que seja levada em conta a urgência energética presente no Chile.
No entanto, conotados referentes políticos e sociais chilenos põem em dúvida o discurso de La Moneda e opõem-se à obra, dado o caráter da Patagônia como um dos principais patrimônios da humanidade.
Organizações ecologistas, como Greenpeace e Patagônia Sem Represas, ressaltam o dano ambiental que será causado em cerca de trinta parques naturais, reservas, manguezais e áreas protegidas.
A rádio Bío Bío do Chile colocou em dúvida também a aludida emergência energética e a suposta competência e autonomia dos integrantes da Comissão de Avaliação Ambiental que votarão o projeto.
Votam os mesmos de sempre, funcionários públicos sem independência, empregados do governo atemorizados; pessoas não confiáveis, sustentou um editorial do meio.
Matías Asún, diretor executivo do Greenpeace no Chile, qualificou o panorama atual de crônica de uma aprovação anunciada que é contrária ao sentimento da imensa maioria dos cidadãos da nação.
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