O governo da Geórgia acusou nesta terça-feira a Rússia de ter cometido um ato de agressão ao disparar um míssil contra seu território.
O governo da Rússia negou as informações. O míssil teria sido disparado por aviões da Força Aérea da Rússia contra um vilarejo.
Segundo o correspondente da BBC em Moscou, James Rodgers, o Ministério do Interior da Geórgia informou que o míssil não explodiu e não deixou feridos.
Um porta-voz do ministério afirmou que os jatos russos entraram no espaço aéreo do país na noite de segunda-feira.
Segundo o porta-voz, um dos jatos disparou um míssil que acabou caindo no vilarejo de Tsitelubani, a cerca de 60 quilômetros da capital, Tbilisi.
Tensão
Um porta-voz da Força Aérea da Rússia garantiu que seus aviões não estavam na região e não violaram o espaço aéreo da Geórgia. As duas versões conflitantes refletem as tensões entre Geórgia e Rússia. O vilarejo de Tsitelubani não fica longe da região de Ossétia do Sul.
As regiões de Ossétia do Sul e Abkházia declararam independência nos dias finais da União Soviética. A Rússia intermediou acordos de cessar-fogo e tem mantido negociadores nas duas regiões desde então.
Moradores têm tido direito a passaportes da Rússia, e empresários russos estão montando negócios nas regiões. As tensões aumentaram depois que o parlamento da Geórgia acusou a Rússia de tentar anexar as regiões.
O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, chegou a repetir a acusação contra a Rússia na ONU. Saakashvili, aliado dos Estados Unidos, prometeu reconstruir o país e aproximá-lo do Ocidente, o que irritou a Rússia. Houve meses de intensas trocas de acusações.
Quando uma série de explosões misteriosas afetou a oferta de gás e deixou milhares de pessoas sem aquecimento por diversos dias em pleno inverno de 2006, Saakashvili acusou a Rússia de sabotagem.
Em março de 2006 a Rússia baniu, devido a restrições sanitárias, as importações de vinho e água mineral da Geórgia, ambos importantes produtos de exportação. O governo de Tbilisi acusou Moscou de praticar uma guerra econômica.
Crise aumenta tensão entre Rússia e Geórgia
Relações entre a Rússia e a Geórgia se deterioraram nos últimos dois anos depois da chamada Revolução Rosa, que levou o líder Mikhail Saakashvili ao poder.
O presidente Saakashvili, aliado dos Estados Unidos, prometeu reconstruir o país e aproximá-lo do Ocidente, o que irritou a Rússia.
Mas Saakashvili tem dois problemas importantes para resolver. Ele precisa trazer duas regiões separadas de volta ao país.
O presidente geórgio tem acusado a Rússia de apoiar as regiões para sabotar o seu governo. Moscou nega as alegações.
Acusações
As regiões de Ossétia do Sul e Abkházia declararam independência nos dias finais da União Soviética. A Rússia intermediou acordos de cessar-fogo e tem mantido negociadores nas duas regiões desde então.
Moradores tem tido direito a passaportes da Rússia e empresários russos estão montando negócios nas regiões.
As tensões aumentaram depois que o parlamento da Geórgia acusou a Rússia de tentar anexar as regiões. A acusação foi repetida por Saakashvili nas Nações Unidas, na semana passada.
Houve meses de intensas trocas de acusações.
Quando uma série de explosões misteriosas afetou a oferta de gás e deixou milhares de geórgios sem aquecimento por diversos dias em pleno inverno, Saakashvili acusou a Rússia de sabotagem.
Em março, a Rússia baniu, devido a restrições sanitárias, as importações de vinho e água mineral da Geórgia, ambos importantes produtos de exportação. O governo de Tbilisi acusou Moscou de praticar uma guerra econômica.
As relações entre os dois presidentes também não são amistosas. Saakashvili é um líder impulsivo, enquanto o presidente russo Vladimir Putin parece estar pouco disposto a deixar sua influência