As tensões entre Taiwan e China continuarão apesar da derrota da coalizão independentista nas eleições do sábado, destacaram nesta segunda-feira especialistas chineses em relações internacionais entrevistados por diversos meios de comunicação estatais.
Fontes governamentais indicaram que Pequim não emitirá um comunicado oficial sobre as eleições até a próxima quarta-feira, embora espera-se que coincida com as primeiras opiniões transmitidas pela imprensa.
O principal jornal estatal, <i>China Daily</i>, classificou os resultados eleitorais como "uma bofetada ao separatismo", já que "expressam a impopularidade do presidente taiuanês Chen Shui-bian", que segundo Pequim procura a independência da ilha com seu programa de reformas constitucionais.
No entanto, a derrota da governista Aliança Verde é "um grande revés, mas não um golpe decisivo" a Chen, segundo o jornal, já que espera-se que o presidente taiuanês prossiga com seu projeto político apesar dos taiuaneses não terem lhe apoiado nas eleições.
- Dada sua obstinada insistência na postura pró independência, Chen continuará seu programa separatista. - assinalou no mesmo diário o especialista Wu Nengyuan, da Academia de Ciências Sociais de Fujian.
Embora a Aliança Azul, vencedora das eleições, tenha prometido utilizar a renovada maioria parlamentar para colocar fim às "provocações" de Chen à China, os analistas chineses destacaram que a chave para melhorar as relações segue sendo que o presidente taiuanês abandone as reformas.
Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026
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