Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

Tensão aumenta na península coreana com presença de destróieres japoneses

A Casa Branca e o Pentágono disseram que o porta-aviões USS Carl Vinson iria patrulhar as águas da península, perto da Coreia do Norte, com apoio de destróieres japoneses

Sexta, 21 de Abril de 2017 às 16:44, por: CdB

A Casa Branca e o Pentágono disseram que o porta-aviões USS Carl Vinson iria patrulhar as águas da península, perto da Coreia do Norte, com apoio de destróieres japoneses

 

Por Redação, com Sputniknews - de Pyongyang e Seul

 

A chegada dos destróieres japoneses Ashigara e Samidare aumentam a tensão com a Coreia do Norte. Os vasos de guerra teriam sido enviados para um encontro com o grupo de ataque da frota da Marinha dos EUA. A frota de guerra navegava em direção à Península Coreana, dias antes da Coreia do Norte mostrar seu poder militar novamente.

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O míssil supersônico Moskit é lançado em exercícios realizados no Mar do Japão. Destróieres japoneses rumam para o local

No início da semana, a Força de Autodefesa Marítima Japonesa anunciou que iria realizar exercícios conjuntos com o porta-aviões USS Carl Vinson. Aparentemente, a belonave está chegando à Península Coreana, após muita especulação.

A Casa Branca e o Pentágono disseram na semana passada que o porta-aviões USS Carl Vinson iria patrulhar as águas perto da Coreia do Norte. Mas os relatórios não se revelaram verdadeiros. Em 15 de abril, o Vinson foi fotografado pela Marinha dos EUA próximo da Indonésia.

— O Japão quer despachar vários destróieres enquanto o Carl Vinson entra no Mar da China Oriental — disse um oficial da Marinha japonesa. O militar falou à agência russa de notícias Sputniknews.

Destróieres

O grupo de ataque da Marinha dos Estados Unidos inclui o porta-aviões Vinson, dois destróieres de classe Arleigh Burke e um cruzador de mísseis guiados. Emparelhar a frota com mais dois destróieres japoneses oferece maior potencial de fogo ao Mar da China Oriental. Na região, concentram-se as forças norte-americanas e japonesas. Trata-se de um alerta à Coreia do Norte contra qualquer tipo de violência.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou anteriormente que até três porta-aviões estavam avançando em direção à Coreia do Norte. Fontes independentes, porém, não confirmam o relato. Um dos portadores, o USS Ronald Reagan, está sendo reparado em uma base perto de Tóquio. O segundo alegadamente parte da frota, o USS Nimitz, navegava pelo Pacífico, ao sul da Califórnia.

Confusão

Trump chegou a dizer que os EUA "resolveriam o problema norte-coreano" unilateralmente. Mas parece que navios de guerra japoneses estariam lutando lado a lado com a Marinha dos EUA no caso de um conflito armado.

Houve uma confusão e falta de comunicação entre altos líderes dos EUA sobre o paradeiro do USS Carl Vinson. Em seguida, o secretário norte-americano de Defesa, James Mattis, disse que o porta-aviões segue "para o Pacífico Ocidental, como ordenado".

Uma semana atrás, o Vinson juntou-se a helicópteros japoneses e estava praticando exercícios de pouso, informou Sputnik.

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