Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

Tendência de alta nos preços e de queda nos juros, prevêem analistas

A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou para 6,40%, a quinta alta consecutiva. A taxa básica de juros deve ficar em 13,25% no final de 2009, e não mais em 13,38%, como projetado na semana passada pelos analistas do mercado financeiro. (Leia Mais)

Segunda, 10 de Novembro de 2008 às 10:05, por: CdB

A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou para 6,40%, a quinta alta consecutiva. Segundo o boletim Focus, publicação do Banco Central com estimativas de analistas para os principais indicadores da economia, a estimativa anterior havia sido de 6,31%. Para o próximo ano, a projeção subiu de 5,06% para 5,20%.

No mercado paulista, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) passou de 6,44% para 6,54% neste ano e permaneceu em 4,70% para 2009.

Quanto aos preços administrados por contrato, a expectativa permanece em 3,70% em 2008 e subiu de 5,17% para 5,30% no próximo ano. Esse indicador diz respeito aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

Para o mercado atacadista, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 10,61% para 10,95%, neste ano, e de 5,70% para 5,80% em 2009. A estimativa para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) passou de 10,92% para 11,07%, neste ano, e de 5,50% para 5,85% em 2009.

Juros em queda

A taxa básica de juros deve ficar em 13,25% no final de 2009, e não mais em 13,38%, como projetado na semana passada pelos analistas do mercado financeiro. Para este ano, a expectativa é de que os juros básicos não sejam alterados dos atuais 13,75%. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a Selic, será em dezembro. As estimativas também constam do boletim Focus.

Sobre o crescimento da economia (Produto Interno Bruto - PIB), os analistas mantiveram a projeção para este ano de 5,23% e de 3% em 2009. Para o crescimento da produção industrial neste ano, os analistas aumentaram a expectativa de 5,50% para 5,77%. Em 2009, eles esperam crescimento de 3,70%, contra 3,80% da estimativa anterior.

Para este ano, os analistas projetam a dívida líquida do setor público em 39,50% do PIB, ante a expectativa anterior de 40%. Para 2009, a estimativa caiu de 39% para 38,50%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade do Brasil honrar seus compromissos.

Os analistas mantém a projeção de déficit de US$ 30 bilhões no saldo das transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) em 2008, mas alteraram o resultado negativo de 2009 de US$ 32,1 bilhões para US$ 31,65 bilhões.

Quanto ao superávit comercial (saldo positivo das exportações menos as importações), a estimativa para 2008 foi ajustada de US$ 24 bilhões para US$ 23,82 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 13,05 bilhões para US$ 13,03 bilhões. A projeção para o investimento estrangeiro direto, em 2008, foi mantida em US$ 35 bilhões e reduzida de US$ 30 bilhões para US$ 26 bilhões, em 2009.

Para a taxa de câmbio ao final deste ano, os analistas aumentaram a projeção de R$ 2 para R$ 2,05 no valor do dólar. Ao final de 2009, a estimativa passou para R$ 2,01.

Inflação em alta

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) iniciou novembro em alta de 0,58%, taxa superior ao fechamento de outubro (0,47%). Essa foi a maior elevação desde a terceira semana de julho, quando a taxa havia alcançado alta de 0,67%. Dos sete grupos pesquisados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os alimentos continuam sendo os principais responsáveis pelo avanço inflacionário com aumento de 1,16% ante 0,83%.

Na lista de produtos com maior pressão destacam-se as frutas, com alta de 6,93% ante 4,20 % ; as carnes bovinas  com alta de 4,77% ante 3,97%; e os laticínios, que pularam de uma deflação de 0,21% para uma alta de 0,17%.

Além dos itens alimentícios, subiram na média os preços dos artigos de vestuário (0,98% ante 0,88%); saúde e cuidados pessoais (0,49% ante 0,42%); educação, leitura e recreação (0,21% ante 0,17%) e transportes (0,14% ante 0,08%). No período, houve desaceleração em habitação, com taxa positiva em 0,39%, porém, abaixo, da anterior (0,42%).

Tags:
Edições digital e impressa