Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Temporão espera vacina para acabar com dengue

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira que a dengue será um desafio permanente enquanto não houver vacina contra a doença no Brasil. Segundo o ministério, a substância está em fase de testes em humanos no Espírito Santo, por meio de uma parceria com um laboratório francês.

Quinta, 25 de Novembro de 2010 às 07:45, por: CdB

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira que a dengue será um desafio permanente enquanto não houver vacina contra a doença no Brasil. Segundo o ministério, a substância está em fase de testes em humanos no Espírito Santo, por meio de uma parceria com um laboratório francês. Temporão alertou, entretanto, que a aprovação só deve ocorrer em três ou quatro anos. – É um grande alento no horizonte –, disse. Segundo o ministro, casos registrados em 2010 em países como a França, os Estados Unidos e a Holanda demonstram a capacidade de adaptação do mosquito Aedes aegypti. – Infelizmente, vamos ter dengue todos os anos enquanto não tivermos vacina, e isso vai demorar alguns anos –, disse, durante o programa Bom Dia, Ministro. No programa, ele fez um balanço do combate à doença durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. – Fizemos um gigantesco esforço com secretários estaduais e municipais. Aperfeiçoamos muito a vigilância epidemiológica. São 66 laboratórios no país que monitoram os sorotipos –, destacou. Temporão lembrou que, este ano, foi registrada a volta do sorotipo 4 da dengue, que não circulava no país há 28 anos. – Fizemos uma verdadeira operação de guerra para evitar que se espalhasse –, afirmou, ao se referir à contenção da doença no estado de Rondônia. – Seria uma situação muito complicada –, avaliou. Segundo o ministério, 15 cidades do país correm o risco de passar por um surto de dengue nos próximos meses, sendo duas capitais: Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). Em outras 123 cidades do país, o ministério detectou situação de alerta para a doença, segundo o ministro da Saúde. Participaram do levantamento 417 cidades. Os 15 municípios que apresentam risco de surto representam 5% de todos os que encaminharam os dados. Estão na lista as cidades de Afogados da Ingazeira (PE), Ceará-Mirim (RN), Bezerros (PE), São Miguel (RN), Serra Talhada (PE), Rio Branco (AC), Ilhéus (BA), Floresta (PE), Simões Filho (BA), Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Caicó (RN), Tamaragibe (PE), Caetanópolis (MG) e Epitaciolândia (AC). Em 2009, dez cidades estavam em situação de risco, entre elas Ilhéus e Mossoró, que permaneceram este ano.

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