O Ministro da Saúde, José Gomes Te porão, em entrevista ao programa Sala de Convidados, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz, voltou a afirmar que grande parte dos R$ 40 bilhões arrecadados com a CPMF iria para o setor de saúde em 2008.
Como ainda não ficaram definidas as áreas que receberão cortes no Orçamento - o governo federal terá que cortar despesas da ordem de R$ 20 bilhões para manter o equilíbrio fiscal - o futuro do PAC da Saúde ainda é uma incógnita. O ministro atribuiu ao Congresso a responsabilidade pelo corte.
– Estamos num momento muito importante, de 20 anos do SUS (Sistema Único de Saúde) e, com o fim da CPMF, o Congresso assumiu a responsabilidade de equacionarmos a sustentabilidade do SUS para sempre, pois precisamos resolver essa questão do financiamento setorial, disse Temporão.
Segundo ele, certezas sobre o futuro do Mais Saúde, só virão depois do carnaval. "É quando vamos ter mais clareza do cenário", completou o ministro, ponderando que "há uma preocupação muito grande do governo em não se sacrificar políticas sociais".
Temporão ressaltou que a prioridade do programa é a atenção à saúde, a necessidade de construção de um marco regulatório na saúde pública do país e do que qualificou de debate sobre a remuneração dos profissionais do SUS.
– Quando você pensa que pagamos R$10 por especialista e realizamos 300 mil consultas anuais, qualquer R$10 de aumento são mais R$ 3 bilhões, destacou, completando que "só vamos dar um salto de qualidade em saúde pública quando ficar definida essa equação".
Temporão acusa Congresso por corte de recursos na Saúde
Segunda, 28 de Janeiro de 2008 às 11:18, por: CdB