A série de temporais que atinge o Rio de Janeiro desde sábado já causou a morte de quatro pessoas. A Defesa Civil estadual sem mantém em alerta. Desde a madrugada desta segunda-feira, foram registradas 11 ocorrências em todo o Estado, mas sem nenhuma gravidade. Entre as vítimas das chuvas no fim de semana, Thatiane Coutinho Fernandes, de três anos. A casa em que ela morava, no município de Niterói, um dos mais castigados pela chuva, desabou deixando mais uma pessoa ferida.
Edna Soares da Silva Matias morreu em um deslizamento em Maricá, na região dos Lagos. Em Cachoeira de Macacú, na região serrana, Geralda Martins Gomes e seu filho Jefferson Gomes Barros, de 10 anos, morreram soterrados.
Em Campos, no norte fluminense, a chuva deixou inúmeros desabrigados. Muitas famílias precisaram deixar suas casas, que ficaram inundadas.
Na capital, as fortes chuvas causaram transtornos em diversos pontos. Na Tijuca, zona norte do Rio, um sobrado desabou deixando 34 pessoas desalojadas. O desabamento da laje de uma casa na comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, deixou duas pessoas feridas.
Na estrada de Furnas, no Alto da Boa Vista, uma árvore tombou e atingiu fios de alta tensão, deixando sem luz parte da área. Um deslizamento de terra interditou a estrada Grajaú-Jacarepaguá.
Na Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Praia Brava, um forte deslizamento de pedras que rolaram de uma encosta deixou a estrada interditada no Km 527 das 4h às 7h. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o tráfego foi liberado nos dois sentidos apenas pelo acostamento.
Um ônibus com funcionários das usinas nucleares de Angra I e Angra II chegou a ficar retido no local. A Defesa Civil do Estado informou que não recebeu nenhuma chamada nesta manhã.