Uma tempestade de raios deixou atordoados os milhões de moradores da capital chinesa, na madrugada deste domingo, hora após toneladas de areia deixaram o céu de Pequim numa cor alaranjada, durante a maior tempestade de areia do ano no norte do país, um lembrete dos efeitos do crescimento dos desertos naquela parte do mundo. Trabalhadores e turistas cobriram o rosto para conseguir caminhar pela praça Tiananmen e o Departamento Meteorológico da cidade decretou qualidade do ar como "perigosa", o que é uma classificação rara. Os desertos em expansão na China cobrem um terço do país, fenômeno agravado pela desflorestamento, crescimento urbano e secas.
O departamento afirmou que a qualidade do ar "está muito ruim para a saúde" e alertou as pessoas a cobrirem a boca quando saírem de casa e manterem portas e janelas fechadas. A Academia de Ciências da China estima que o número de tempestades de areia aumentou de seis nos últimos 50 anos para doze por ano. A mais recente tempestade atingiu ainda as regiões de Xinjiang e Mongolia e as Províncias de Shanxi, Shaanxi e Hebei, afetando cerca de 250 milhões de pessoas em uma área de 810 mil quilômetros quadrados , segundo a agência de notícias Xinhua.
A medida que a tempestade de areia se move ao sudeste, a agência meteorológica da Coreia do Sul emitiu alerta nacional para a capital Seul e outras partes do país.