Nas explicações da Receita Federal, entre os fatores que explicam o desempenho positivo da arrecadação no 1º mês do ano (vejam nota acima) estão o pagamento da primeira cota do IR-Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Nos dois casos reflete-se a maior lucratividade das empresas, já que só estas contribuições cresceram 24,1% em janeiro considerando-se o mesmo mês no ano anterior.
Há ainda a contiderar, como pondera a própria Receita, a entrada de recursos dos royalties do petróleo e do encerramento de desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre automóveis.
Somado ao crescimento da arrecadação federal temos outra boa notícia para as contas externas do nosso país: os investimentos estrangeiros por aqui bateram novo recorde. Atingiram quase US$ 55 bi em 12 meses (findos em fevereiro), o maior valor para a série (acompanhamento) iniciada em 1947 pela então Superintendencia da Moeda e do Câmbio (SUMOC) e mantida pelo Banco Central (BC).
Analisados o emprego e a renda, o aumento da arrecadação e a entrada dos investimentos estrangeiros temos razões mais do que suficientes para investir e acreditar que se confirmarão mesmo as projeções feitas constantemente em seminários e entrevistas pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Pelas suas projeções, totalizaremos R$ 4 trilhões em investimentos no país nos próximos 4 anos. Temos ou não bons motivos para comemorar?