Para além dos problemas do aumento da demanda e climáticos, o que estamos assistindo no mundo - e particularmente na América Latina - é conseqüência de décadas de ausência de políticas de segurança alimentar, reforma agrária, apoio e proteção a agricultura familiar, pesquisas e de políticas públicas para estoques reguladores (vejam a nota seguinte).
Nesta completa omissão dos governos mundiais - e do nosso continente - muitos países passaram a acreditar no fornecimento dos estoques reguladores a preços baixos e/ou no excesso de produção de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Argentina e Rússia.
Agora pagam exatamente por esta ausência de políticas de reforma agrária, apoio a agricultura familiar, irrigação, pesquisas tecnológicas e infraestrutura - estradas, silos e armazéns - e de programas de estoques e compras de safras via políticas de alimentação escolar ou social.
Países precisam adotar políticas de combate à fome
Agora, à medida que esta situação se agrava, precisamos elaborar e começar a executar urgentemente políticas de apoio e combate à fome com distribuição de alimentos e de promoção da agricultura em todos países em desenvolvimento.
O Brasil tem grande experiência em reforma agrária, agricultura familiar e pesquisas. Pode e deve apoiar programas da ONU - de seu braço para a agricultura e limentação, a FAO - do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial (BIRD).
Mas, para o êxito nesta empreitada precisamos, também, da derrubada das barreiras protecionistas nos Estados Unidos e na Europa e que a comunidade internacional assuma como prioridade uma política de promoção da agricultura em nível mundial.
Temos know-how para a agricultura mundial
Quarta, 16 de Fevereiro de 2011 às 07:05, por: CdB