Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Temer nega racha no PMDB

Ao chegar para a convenção do PMDB, o presidente do partido, deputado Michel Temer minimizou os questionamentos jurídicos feitos por uma ala do partido contrário à realização da convenção neste sábado, negando que haja uma "racha" no partido. Disse que houve apenas “uma pequena guerra de liminares”. (Leia Mais)

Sábado, 06 de Fevereiro de 2010 às 10:46, por: CdB

Ao chegar para a convenção do PMDB, o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), evitou falar em candidatura à vice na chapa com o PT nas eleições presidenciais de outubro. O nome dele é o mais cotado para ser vice da provável candidata do PT, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

A intenção de Temer é  sacramentar sua reeleição à presidência do partido e solidificar seu nome como candidato à vice na chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na corrida presidencial

– Questão de candidatura e de alianças é para outra convenção. Aqui é para a escolha da executiva. Deixa esse assunto para depois –, disse. Mas, durante o discurso, afirmou que o partido chegará ao mês de julho unido para definir o assunto.

– Se fizermos uma aliança, como muito possivelmente vamos fazer, vamos estabelecer um programa para o país –, completou.

Temer ainda minimizou os questionamentos jurídicos feitos por uma ala do partido contrário à realização da convenção neste sábado, negando que haja uma "racha" no partido. Disse que houve apenas “uma pequena guerra de liminares”. 

Nesta sexta-feira, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu a liminar suspendendo a convenção hoje. Durante a madrugada, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha, suspendeu a liminar e manteve o evento neste sábado.

– É um processo tranquilo. Tranquilidade absoluta: política e jurídica –, afirmou Temer.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o partido vai seguir "unido" para firmar a aliança nacional com os petistas --mas com direito a reivindicar espaço no governo do PT.

A eleição é feita em duas etapas. Primeiro, a escolha do diretório. Depois de apurados os votos, o novo diretório se reúne e escolhe a executiva: presidente, vice e outros integrantes. O nome de Temer para a presidência deve ser escolhido por aclamação.

A divergência poderá ocorrer na escolha do vice. Os senadores Valdir Raupp (RO) e Romero Jucá (RR) disputam o cargo. Os dois dizem que haverá acordo e que, pacificamente, se chegará a um nome.

– Muita água vai passar embaixo da ponte. Estamos num grande momento do PMDB que se constrói com gestos e não com vetos. Por mim, não tenho resistência a ninguém –, disse Jucá.

O carggo de vice do PMDB é fundamental porque se Michel Temer for se candidatar à vice-presidência da República, precisará se licenciar do partido. Com isso, o vice irá assumir o comando do partido com maior representação na Câmara e no Senado.

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