Por ordem do ministro Edson Fachin, coordenador do processo da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Temer será investigado, formalmente, pela Polícia Federal (PF)
Por Redação - de Brasília
Em um curto pronunciamento, para um público de funcionários do Palácio do Planalto, longe da imprensa, o presidente de facto, Michel Temer, foi enfático: “Não renunciarei”. Com a decisão de permanecer no cargo, Temer escolhe o caminho mais longo para ser afastado do poder. Por ordem do ministro Edson Fachin, coordenador do processo da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), o mandatário será investigado, formalmente, pela Polícia Federal (PF).
Em seu pronunciamento, o peemedebista sugeriu ser alvo de uma conspiração. Ele apontou a divulgação de dados sobre a delação premiada de interlocutores que o acusam de obstruir a Justiça.
— Meu governo viveu, nessa semana, seu melhor e seu pior momento — disse. Ele citou que houve a divulgação de dados, ainda que duvidosos, quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto.
Fim de jogo
Temer, no entanto, admite o encontro com o empresário Joesley Batista há cinco semanas, no Palácio do Jaburu. Segundo o presidente imposto após o golpe de Estado, há um ano, ele teria sabido, na reunião, que o grupo JBS “auxiliava a família do parlamentar”.
— Solicitei que isso acontecesse. Repito e ressalto, no entanto, que em nenhum momento autorizei que pagassem (o presidiário Eduardo Cunha) para ficar calado — desconversa.
Segundo o presidente de facto, ele sabia exatamente o que estava fazendo “e sei da correção dos meus atos”, afirmoui.
— Exijo uma investigação plena e muito rápida. Essa situação não pode demorar muito tempo — terminou.