Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

Temer escolhe o caminho mais longo: “Não renunciarei”

Por ordem do ministro Edson Fachin, coordenador do processo da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Temer será investigado, formalmente, pela Polícia Federal (PF)

Quinta, 18 de Maio de 2017 às 13:38, por: CdB

Por ordem do ministro Edson Fachin, coordenador do processo da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Temer será investigado, formalmente, pela Polícia Federal (PF)

 

Por Redação - de Brasília

 

Em um curto pronunciamento, para um público de funcionários do Palácio do Planalto, longe da imprensa, o presidente de facto, Michel Temer, foi enfático: “Não renunciarei”. Com a decisão de permanecer no cargo, Temer escolhe o caminho mais longo para ser afastado do poder. Por ordem do ministro Edson Fachin, coordenador do processo da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), o mandatário será investigado, formalmente, pela Polícia Federal (PF).

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Temer se recusa a deixar o cargo, mesmo sob a investigação do STF, diante o maior escândalo que já atingiu o grupo político no poder após o golpe de Estado

Em seu pronunciamento, o peemedebista sugeriu ser alvo de uma conspiração. Ele apontou a divulgação de dados sobre a delação premiada de interlocutores que o acusam de obstruir a Justiça.

— Meu governo viveu, nessa semana, seu melhor e seu pior momento — disse. Ele citou que houve a divulgação de dados, ainda que duvidosos, quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto.

Fim de jogo

Temer, no entanto, admite o encontro com o empresário Joesley Batista há cinco semanas, no Palácio do Jaburu. Segundo o presidente imposto após o golpe de Estado, há um ano, ele teria sabido, na reunião, que o grupo JBS “auxiliava a família do parlamentar”.

— Solicitei que isso acontecesse. Repito e ressalto, no entanto, que em nenhum momento autorizei que pagassem (o presidiário Eduardo Cunha) para ficar calado — desconversa.

Segundo o presidente de facto, ele sabia exatamente o que estava fazendo “e sei da correção dos meus atos”, afirmoui.

— Exijo uma investigação plena e muito rápida. Essa situação não pode demorar muito tempo — terminou.

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