Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2026

Temer e Eliomar, candidatos pelo PSol

A senadora Heloísa Helena veio ao Rio nesta segunda-feira para o lançamento das pré-candidaturas do ex-deputado Milton Temer para o governo do estado e do vereador Eliomar Coelho para o Senado. (Leia mais)

Domingo, 26 de Março de 2006 às 11:28, por: CdB

Ato do PSol é realizado na rua

Milton Temer e Eliomar Coelho foram lançados pré-candidatos do PSol no Rio, na presença da senadora Heloísa Helena. Devido ao grande número de presentes - havia cerca de duas mil pessoas -, o lançamento foi transferido do auditório do Crea para a Candelária. Heloisa, Temer e Eliomar discursaram de cima de um trio elétrico. "É impossível que o país tenha que escolher apenas entre PT e PSDB. Seria como ter que optar entre seis e meia dúzia", disse Heloísa.  

 

Sem blindagem, Palocci caiu

Com a exceção da questão da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, as demais denúncias contra Palocci são antigas. Mas ele estava blindado pelo grande capital, pelo governo, pela oposição e pela mídia. Era considerado imprescindível para a manutenção da política econômica neoliberal. Quando se percebeu  que o próprio Lula era o fiador dessa política, Palocci passou a ser descartável. Perdeu a blindagem e caiu.

 

Matoso detonou ministro

Se a situação do ministro Palocci já estava periclitante, o presidente da CEF, Jorge Matoso, liquidou o assunto. Ao afirmar que entregou pessoalmente a Palocci o extrato bancário do caseiro Francenildo e garantir que não o vazou para a imprensa, Matoso selou a sorte de Palocci.

 

Mantega começa mal

Nem bem se sentou na cadeira de ministro, Guido Mantega apressou-se a dar garantias aos banqueiros. "O superávit primário é sagrado", disse. Melhor seria se tivesse afirmado qiue são sagrados os investimentos em educação, saúde, reforma agrária, segurança pública e geração de empregos.

 

Retrato do país

A melhor definição do país no governo Lula é do economista Márcio Pochmann, secretário municipal na gestão Marta Suplicy em São Paulo. "Temos hoje (no Brasil) uma aliança entre os mais ricos e os mais pobres. É um modelo econômico que repassa 50% do PIB para 21 mil clãs familiares que detêm 70% da dívida pública, mas conta com o apoio dos 15% mais pobres, assistidos pela Bolsa Família."

 

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