Rio de Janeiro, 01 de Janeiro de 2026

Temer se aborrece com Fachim por tratá-lo igual um cidadão qualquer

Advogados de Temer pedem que ministro Edson Fachin reconsidere ordem para responder perguntas da Polícia Federal, por escrito, em 24 horas

Quarta, 31 de Maio de 2017 às 10:59, por: CdB

Advogados de Temer pedem que ministro Edson Fachin reconsidere ordem para responder perguntas da Polícia Federal, por escrito, em 24 horas

 

Por Redação - de Brasília

 

Os advogados de defesa do presidente de facto, Michel Temer, pediram na manhã desta quarta-feira que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin suspenda o interrogatório do presidente. Querem ganhar tempo, até que a Polícia Federal (PF) conclua a perícia no áudio da conversa entre ele e o empresário Joesley Batista. Temer admite, no entanto, o encontro com um dos donos da JBS e que fechou acordo de delação premiada.

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Temer estaria aborrecido com a decisão do ministro Fachin, de exigir respostas rápidas sobre escândalo da JBS

Os advogados de Temer querem que Fachin reconsidere sua decisão para que a PF pergunte, por escrito. Pela decisão, o investigado teria 24 horas para responder após receber os questionamentos da polícia. Como pedido alternativo, a defesa quer que, caso Fachin mantenha o depoimento, não permita a realização de perguntas sobre a conversa entre Temer e Batista interceptada no dia 7 de março.

"Contudo, é de fácil percepção a absoluta impossibilidade de o presidente da República fornecer respostas enquanto não finalizada a perícia deferida como prioridade por Vossa Excelência. Especialmente, impossíveis de ser respondidos seriam eventuais quesitos que digam respeito a uma gravação que, de antemão, já se sabe fraudada", dizem os defensores, na petição ao Supremo.

Temer e Cunha

A defesa alega que não se pode dar o segundo passo antes do primeiro:

"A desejável celeridade para finalização das investigações não pode atropelar direitos individuais e garantias constitucionais", destacou.

Temer enfrenta grave crise política desde que veio a público a delação e a gravação da conversa. Nela, entre outros pontos, o empresário diz ter influência sobre dois juízes e um procurador. Ao que responde: "Ótimo, ótimo!".

O áudio da conversa tem cerca de 40 minutos. Na gravação, o mandatário e Batista conversam sobre o cenário político e econômico. Falam também acerca da situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

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