Redes de televisão italianas podem sofrer um boicote nacional de telespectadores insatisfeitos no fim de semana.
Os organizadores da greve, o grupo Esterni, conseguiu descontos em vários lugares para telespectadores que trouxerem seus controles remotos.
Eles dizem que esperam a participação de cerca de 400 mil pessoas.
O grupo vem organizando greves de telespectadores, em Milão, nos últimos sete anos, mas esta é a primeira vez que orquestram um evento nacional. Eles esperam mostrar o "poder de desligar".
Incentivos para participar
A televisão é uma das principais causas de aborrecimento e isolação, e uma perda de tempo para a humanidade, segundo o site da Esterni.
-Queremos dizer às pessoas que existem maneiras melhores de gastarem o tempo delas, do que passar tanto tempo em frente à televisão- disse a porta-voz Anna Spreafico.
Museus, restaurantes, bares, teatros e galerias por todo o país se prontificaram a entreter os grevistas. Outras organizações também demonstraram apoio.
Estão sendo oferecidos descontos ou entradas gratuitas em centenas de lugares históricos, parques e museus.
Críticas
A televisão italiana vem sendo notícia, recentemente, por causa de quem a controla.
Manifestantes tomaram as ruas, no início do mês, após o Senado aprovar uma lei permitindo ao primeiro-ministro - e homem mais rico do país - Silvio Berlusconi, manter seu controle de mídia, que inclui 3 estações de TV.
A greve atraiu algumas críticas por coincidir com um programa destinado a angariar fundos de caridade, às vésperas do natal.
A ex-ministra das relações exteriores, Susanna Agnelli, disse que a escolha da data mostrou uma "grave falta de sensibilidade."