Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Telefónica recua na decisão de vender a Vivo

A Telefónica, grupo espanhol que controla a Vivo, mudou o curso das negociações e disse não ter interesse mais em vender sua participação de 50% no controle da operadora móvel brasileira, depois que a sócia Portugal Telecom manifestou interesse em comprar essa fatia. (Leia Mais)

Quarta, 03 de Outubro de 2007 às 08:58, por: CdB

A Telefónica, grupo espanhol que controla a Vivo, mudou o curso das negociações e disse não ter interesse mais em vender sua participação de 50% no controle da operadora móvel brasileira, depois que a sócia Portugal Telecom manifestou interesse em comprar essa fatia. Os espanhóis viraram o jogo e, em nota divulgada ao mercado, nesta quarta-feira, a Telefónica disse que pretende adquirir a parte da Portugal Telecom na Vivo, joint-venture controlada de forma igualitária pelas duas empresas.

- A Telefónica possui exatamente a mesma posição que o seu presidente do Conselho expressou anteriormente - acrescentou aos jornalistas o chefe das operações da Telefónica na Espanha, Antonio Viana-Baptista, após ser questionado sobre o interesse da Portugal Telecom em comprar a parte da Telefónica na Vivo.

Em julho, o presidente do Conselho da Telefónica, Cesar Alierta, disse ao Financial Times que a empresa espanhola tinha feito uma oferta de mais de 3 bilhões de euros pela metade que não detém do controle da Vivo.

- Estamos interessados em reforçar nossa presença no Brasil e para isso queremos comprar a parte da Portugal Telecom (na Vivo) - afirmou Viana-Baptista.

Na segunda-feira, em entrevista ao jornal português Diário Econômico, o presidente-executivo da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, disse que sabia que a Telefónica queria comprar os 50% da Portugal Telecom na empresa brasileira, e que a Telefónica sabia que a Portugal Telecom queria adquirir a outra parte da Vivo. O relacionamento entre os sócios na operadora brasileira vem passando por altos e baixos desde o apoio da Portugal Telecom a uma oferta hostil de aquisição do grupo português pela Sonaecom, um negócio que não foi levado adiante.

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