O presidente-executivo da Ericsson, Carl-Henric Svanberg, declarou que não prevê novos cortes nos investimentos de capital das operadoras de telefonia móvel, mas acrescentou que os sinais de recuperação econômica continuam incertos.
– O mundo inteiro está sofrendo de um declínio maior do que qualquer coisa que tenhamos visto –, disse Svanberg em entrevista, no novo escritório da empresa no Vale do Silício.
A Ericsson, maior fornecedora mundial de equipamentos para redes de telefonia móvel, está enfrentando um mercado de negócios desafiador, dada a hesitação dos clientes em comprar novos equipamentos em meio a uma recessão mundial, e à crescente competição oferecida pela Huawei , uma nova concorrente.
O investimento em equipamentos de telecomunicações caiu acentuadamente ao longo dos últimos anos, ainda que a posição da Ericsson nos mercados chinês e indiano, que continuam a crescer rapidamente, bem como suas operações de serviços, tenham permitido que a empresa mantivesse o equilíbrio.
Svanberg disse que as operadoras de telefonia móvel parecem ter encerrado suas medidas de corte de custos com o equipamento fornecido pela Ericsson e outros fornecedores de infraestrutura.
– Não temos a impressão de que os cortes vão continuar –, disse Svanberg.
Ele também afirmou que a deficitária joint venture de celulares entre sua companhia e a Sony tinha capacidade de levantar qualquer financiamento de que venha a necessitar junto aos bancos, sem recorrer às duas empresas. Ele se recusou a prever quando ela sairia do vermelho.
– A primeira coisa que uma empresa aprende é que não se pode recorrer aos acionistas para pedir mais dinheiro. A primeira coisa é tentar arranjar financiamento pelos canais normais –, disse Svanberg, argumentando que as condições de empréstimos haviam melhorado com relação à situação existente seis meses antes.
Svanberg afirmou que a Ericsson continua comprometida a fornecer capital à joint venture, caso necessário. – Não os deixaremos no frio caso surja essa situação –, acrescentou.