Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Tecnologia integra nova geração de TV de alta definição

Pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram, em colaboração com a Samsung, uma nova geração de televisões de alta definição que está sendo apresentada em uma das maiores conferências internacionais da especialidade. (Leia mais)

Terça, 20 de Maio de 2008 às 15:12, por: CdB
Pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram, em colaboração com a Samsung, uma nova geração de televisões de alta definição que está sendo apresentada em uma das maiores conferências internacionais da especialidade.

A novidade consiste na substituição do material semicondutor dos transistores que fazem o endereçamento das imagens à tela, por um novo material transparente à base de óxidos, como o óxido de zinco, que oferece várias vantagens.

Este material, que tem já muitas aplicações como, por exemplo, nos cremes cicatrizantes e nos protetores solares, pode ser produzido a um custo muito mais baixo e à temperatura ambiente, disse nesta terça-feira à agência Lusa Elvira Fortunato, que coordena o projeto juntamente com o seu colega Rodrigo Martins.

– A Samsung está neste momento a apresentar em Los Angeles, numa das maiores conferências da área dos mostradores, dois protótipos, um com LCD (Liquid Crystal Display) e outro com OLED (Organic Light Emitting Diodes), em que os transistores que constituem a matriz de endereçamento são feitos com óxidos, isto é com tecnologia desenvolvida aqui em Portugal – afirmou.

Este projeto de pesquisa na área da Eletrônica Transparente foi desenvolvido entre o Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, integrado no recém-criado Laboratório Associado I3N, Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação, e o centro de pesquisa da multinacional sul-coreana Samsung.

No seguimento deste trabalho foi apresentada uma submissão conjunta de uma patente internacional.

– O nosso reconhecimento a nível internacional deve-se a que apresentamos e publicamos em 2004, pela primeira vez, numa das melhores revistas científicas da especialidade, um transistor de filme fino totalmente transparente e produzido à temperatura ambiente – recordou a pesquisadora.

Além deste projeto, Elvira Fortunato citou a existência de outros na mesma área com a HP da Irlanda e Estados Unidos, a Fiat na Itália, o Centro de Telecomunicações e Eletrônica da Coréia e a Saint Gobain Recherche, da França.

Com este último parceiro, a especialista em Ciência de materiais anunciou para junho o início de um projeto na área dos "Vidros do Futuro" que poderá abrir caminho a janelas com circuitos integrados, sensores e dispositivos, "sem que a janela possa funcionar como janela".
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