O concurso para preencher as quatro mil vagas de soldado C da Polícia Militar teve 2.553 aprovados dos 19.244 candidatos que fizeram a prova objetiva no dia 27 de fevereiro - inscreveram-se para o concurso 22.583 pessoas. A Fesp (Fundação Escola de Serviço Público), vinculada à Secretaria de Administração e Reestruturação, que realizou o concurso, vai corrigir, nesta sexta-feira, a prova de redação apenas dos aprovados. A Fesp receberá recursos contra o gabarito até às 17h da próxima quinta-feira, dia 10.
A divulgação do resultado da prova objetiva foi rápida devido à utilização de uma tecnologia de ponta na identificação dos candidatos, a autenticação biométrica da digital, método pioneiro no Estado do Rio de Janeiro, garantindo segurança nessa etapa do processo e rapidez na correção das provas.
No dia do concurso, os 19.244 inscritos que compareceram ao exame intelectual - provas de português, matemática e redação - imprimiram sua digital no cartão-resposta, que foi escaneado e enviado para um banco de dados. Quando o gabarito com as respostas das 40 questões foi colocado no sistema, o novo método permitiu que cada prova fosse corrigida em apenas quatro segundos.
Na redação também houve inovação, como explica o diretor de Recrutamento e Seleção da Fesp e coordenador-geral do concurso, Joaquim Vargas.
- Nesse concurso, utilizamos apenas uma folha para a redação que trazia no verso a indicação de como o candidato será avaliado pela banca examinadora. Na página, estavam impressos os aspectos da avaliação e os critérios a serem levados em consideração, ou seja, tema, tipo de texto, coesão, coerência e modalidade, com cinco itens cada um - afirma o diretor.
Joaquim Vargas lembra que a redação tem o objetivo de avaliar a capacidade de o candidato expor com clareza, concisão, precisão, coerência e objetividade o tema proposto. É avaliada, inclusive, a capacidade de organização do texto e a correção gramatical.
Além de garantir segurança na identificação (impedir que um candidato fizesse a prova no lugar de outro) e rapidez na correção das provas, a autenticação biométrica da digital - que é colhida por uma tinta especial que não suja o dedo - permite à Fesp prestar um outro serviço à Polícia Militar: formar um banco de dados com digital e fotografia.
Com a digital já no sistema, a Fesp leva o equipamento (computadores e scaners) para a PM. Os candidatos aprovados no exame intelectual, que terão de se submeter a outras cinco etapas efetuadas pela própria PM, novamente tiram suas impressões digitais que são comparadas com as impressas nos cartões-resposta. No momento em que o aprovado imprime sua digital é batida uma foto digital. Impressão e foto ficam gravadas em DVD.
- Isso significa que a Fesp e a Polícia Militar ficam de posse de um arquivo com a maior segurança - afirma o diretor Joaquim Vargas, lembrando que o reconhecimento digital é o único que não muda.
A Fesp organizou em agosto passado o primeiro concurso para o qual se inscreveram 51.268 candidatos, sendo que 32.078 compareceram às provas - apenas 1.393 foram classificados. O concurso de agora é para completar as quatro mil vagas oferecidas, cujos venciumentos iniciais é de R$ 780.