Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Técnicos tentam conter poluição na Baía de Guanabara

O derramamento de dois mil litros de óleo na Baía de Guanabara continua a dar trabalho para os técnicos da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), da Prefeitura de Niterói e da Defesa Civil do estado, nesta segunda-feira. Os agentes lutam para deter o avanço da mancha e diminuir os danos ambientais provocados pelo derramamento, na madrugada de sábado. (Leia Mais)

Segunda, 05 de Setembro de 2005 às 08:25, por: CdB

O derramamento de dois mil litros de óleo na Baía de Guanabara continua a dar trabalho para os técnicos da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), da Prefeitura de Niterói e da Defesa Civil do estado, nesta segunda-feira. Os agentes lutam para deter o avanço da mancha e diminuir os danos ambientais provocados pelo derramamento, na madrugada de sábado. Cerca de 80 funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) fazem a limpeza das praias da cidade atingidas pela mancha negra, que chegou às praias das Flechas, Icaraí, Boa Viagem, Charitas, São Francisco, além de Imbuí, Rio Branco e Adão e Eva, na Região Oceânica.

A Polícia Federal já avisou que vai indiciar os responsáveis pelo vazamento. Neste domingo, agentes federais e do Batalhão Florestal e de Meio Ambiente fizeram uma vistoria no estaleiro Enavi/Renave, em Niterói e, junto como o Grupamento Aeromarítimo da Polícia Militar, sobrevoaram a Baía de Guanabara para verificar a extensão da mancha. Devido à grande dimensão das áreas atingidas, a prefeitura de Niterói suspeita que o volume de óleo pode ter sido cinco vezes maior do que o informado pela Feema.

O combustível vazou na madrugada de sábado, depois de um acidente com o navio Saga Mascot, de Nassau, durante a atracação.

Na tarde deste domingo, representantes do estaleiro e da embarcação prestaram depoimento na delegacia da PF de Niterói. Segundo o delegado Alexandre Neto Vieira, da PF, os responsáveis estarão sujeitos a sanções penais, administrativas e cíveis:

- Pelo que os peritos viram, desconfiamos que o vazamento não tenha ocorrido na madrugada de sábado e que seja maior do que o alegado.

O Secretário de Meio Ambiente da prefeitura de Niterói, Jeferson Martins, compartilha da mesma opinião. Segundo ele, a prefeitura trabalha com a hipótese de que até dez mil litros de óleo tenham vazado para a baía:

- Os responsáveis alegam que não consertariam o navio com o tanque cheio. Mas, pela extensão alcançada pelos poluentes em tão pouco tempo, dois mil litros parece pouco: as praias ficam muito distantes do estaleiro.

Apesar disso, os técnicos da Feema continuaram afirmando, na tarde deste domingo, que o vazamento ficou em torno de dois mil litros de óleo. Segundo o analista ambiental Dyrton Bellas, o vazamento pode ser classificado como um acidente de médias proporções. Os técnicos dizem que a mancha se espalhou devido às condições do vento e das marés. Eles garantiram que os responsáveis serão enquadrados na lei de crimes ambientais.

A prefeitura de Niterói pediu à Defesa Civil que interditasse para o banho todas as praias atingidas e determinou que a Guarda Municipal orientasse quem insistia em ir à praia a não entrar no mar nem caminhar pelas áreas onde a areia estava encharcada de óleo.

Neste domingo, cerca de 20 técnicos da Feema, 80 funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) e equipes de várias empresas do Plano de Emergência da Baía de Guanabara (PEGB), como a Petrobras e a Hidroclean, trabalhavam nas áreas atingidas pelo óleo. Foram usadas também 15 embarcações dotadas de barreiras absorventes. Até o fim da tarde, a Feema havia retirado pelo menos 1,2 tonelada de óleo da Baía de Guanabara. Já a Clin retirou das praias 34 caminhões carregados de areia contaminada, o que corresponde a mais de 230 toneladas de areia e óleo.

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