Os técnicos Carlo Ancelotti, do Milan, e Roberto Mancini, da Inter de Milão, foram convocados para depor no escândalo do futebol italiano, que envolve a arbitragem, apostas e quatro grandes clubes - Juventus, Lazio, Milan e Fiorentina.
Mancini, que havia declarado no último final de semana que o Nacional estava "arranjado", lamentou a situação do futebol italiano.
- Estamos passando pelo maior escândalo da história do futebol mundial. É uma situação que nós não conseguimos nem entender completamente, uma derrota para todos. Agora precisamos ver como as coisas ficarão - afirmou o treinador.
O ex-senador italiano Guido Rossi foi designado para comandar a operação que visa a resolução de todo o problema que se instaurou no futebol italiano.
Especialista em leis esportivas, seu nome deve ser confirmado pelo Comitê Olímpico Italiano ainda nesta terça-feira.
A indicação de Rossi para as investigações acontece logo após a renúncia de Franco Carraro, que deixou a Federação Italiana de Futebol após as acusações de que a entidade tinha acertos com árbitros que apitavam jogos, principalmente da Juventus.
Até o momento, a Justiça italiana já convocou 41 pessoas para depor no caso, entre elas Gianluigi Buffon. De acordo com a promotoria de Nápoles, 20 jogos da temporada 2004-2005 estão sendo investigados, somente uma partida é da Série B.
Na segunda-feira, a Justiça interrogou o ex-presidente da Juventus, Luciano Moggi, que renunciou ao cargo no último domingo devido as acusações de que ele teria comprado árbitros e assistentes.
As punições podem ser severas. A Juventus pode perder seus dois últimos títulos nacionais e ser rebaixada para a quarta divisão do futebol italiano.