O empate justo e disputado entre São Caetano e Santos teve clima tenso que continuou fora de campo, com palavras ríspidas e acusações entre os dois técnicos das equipes. Émerson Leão, do Santos, para variar, deu início à polêmica, acusando indiretamente o técnico Tite de armar um clima de guerra contra os santistas.
- Estava tudo armado aqui contra o Santos. Até o gandula quis brincar com o pessoal do banco. O pior é que nossos jogadores foram ameaçados. Falem com meus jogadores, porque depois vão dizer que estou inventando - esbravejou Leão.
Ele ainda reclamou da complacência do juiz Anselmo da Costa, que não teria marcado um pênalti a favor de seu time e reclamou que outros jogadores do São Caetano deveriam ter sido expulsos.
O técnico Tite, quando soube dos rugidos de Leão, não se conteve, usando e abusando das palavras fortes.
- Ele (Leão) fala o que quiser, até o respeito profissionalmente. Mas ele que fique limitado a falar do Santos, não do meu time. Nenhum técnico vai dizer o que eu tenho que falar ou fazer - desabafou.
Ao mesmo tempo, ele apresentou uma planilha na qual o São Caetano aparece como o time mais disciplinado do Campeonato Brasileiro.
Os jogadores do Santos confirmaram as acusações do seu técnico. Para Diego, os jogadores adversários 'estavam descontrolados. Eles faziam ameaças e não eram advertidos pelo juiz'. O atacante Willian confirmou que os zagueiros Gustavo e Serginho o ameaçaram 'todo tempo, dizendo que iam me quebrar'.
Do lado do São Caetano, Adhemar se defendeu pela expulsão aos 22 minutos do primeiro tempo quando deu um carrinho por trás em Renato.
- Realmente eu fiz a falta, mas não era para cartão vermelho. Fui na bola e o juiz poderia ter me dado o amarelo disse.
O meia Marcinho também não viu motivos para tanta choradeira dos santistas.
- Nosso time joga firme sempre, mas na bola - argumentou o goleador do jogo, com dois gols, que agora tem 13 gols na competição.
Todo este clima de guerra teria sido fomentado no Anacleto Campanella por causa do último confronto entre os dois times, na Vila Belmiro, pela Copa Sul-Americana, quando o atacante Robinho fez uma falta que provocou luxação no ombro de Marco Aurélio, do São Caetano. O Peixe eliminou o Azulão, após empate por 1 a 1 - tinha vencido o primeiro jogo, por 1 a 0, no ABC.
Para o jogo contra o Vitória, na próxima rodada, em Salvador, o São Caetano não terá Adhemar, expulso, e o zagueiro Dininho, que recebeu o terceiro cartão amarelo. O Santos perdeu Léo, com três amarelos, e Preto, com suspeita de fratura no tornozelo direito, para o jogo contra o Atlético-PR, na Vila Belmiro.
Técnicos do São Caetano e do Santos trocam acusações
Sábado, 11 de Outubro de 2003 às 17:46, por: CdB