Presidente da MetroRoma, a empresa que administra o metrô de Roma, Stefano Bianchi alertou sobre o estado de deterioração dos trens da rede, em entrevista publicada hoje pela imprensa, no mesmo dia que um acidente na linha A deixou pelo menos dois mortos e 12 feridos graves. Bianchi assinalou que os 31 trens da linha B (uma das duas da capital italiana) estão em funcionamento desde 1989 "sem nunca terem sido submetidos a uma manutenção extraordinária", com a "conseqüente multiplicação" das avarias desde meados de 2005.
As estatísticas da MetroRoma, publicadas pelo jornal La Repubblica, indicam que enquanto no período que vai de fevereiro de 2004 a abril de 2005 o número máximo de viagens suspensas por avarias em um mês foi de 12, em setembro do ano anterior somaram 50. O funcionário esclareceu que os trens que não garantam a segurança dos passageiros não são colocados em funcionamento e detalhou que uma revisão geral custará 94 milhões de euros e será realizada em um período de três anos.
Sobre a linha A, na qual ocorreu o acidente de hoje, Bianchi disse que devem ser reestruturadas pelo menos seis estações, com um investimento de 144,5 milhões de euros.