Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Técnica com células-tronco repara corações de ratos infartados

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos conseguiu reparar corações danificados de ratos usando uma injeção de células produzidas a partir de células-tronco, abrindo o caminho para o possível uso da técnica em larga escala para ajudar vítimas de infarto ou de insuficiência cardíaca. (Leia Mais)

Segunda, 27 de Agosto de 2007 às 12:29, por: CdB

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos conseguiu reparar corações danificados de ratos usando uma injeção de células produzidas a partir de células-tronco, abrindo o caminho para o possível uso da técnica em larga escala para ajudar vítimas de infarto ou de insuficiência cardíaca.

Os pesquisadores da Universidade de Washington e da empresa californiana de biotecnologia Geron desenvolveram uma nova técnica para conseguir implantar com sucesso nos corações de ratos infartados células musculares cardíacas – chamadas cardiomiócitos – produzidas a partir de células-tronco.

As células-tronco são células imaturas, capazes de se transformar em outros tipos de células que compõem tecidos e órgãos.

Segundo os pesquisadores, até agora os estudos vinham enfrentando dificuldades para levar as células-tronco a se transformarem em cardiomiócitos.

Além disso, mesmo quando se conseguia produzir cardiomiócitos, a incidência de morte dessas células após o implante no coração era alta.

Coquetel

A nova técnica, publicada em artigo na revista científica Nature Biotechnology, permitiu aos pesquisadores produzir um grande número de cardiomiócitos a partir de células-tronco e sua implantação com sucesso graças ao uso de um coquetel de substâncias que reduziram a morte dessas células.

As células foram implantadas em corações de ratos quatro dias após ataques cardíacos e ajudaram a reconstruir os tecidos danificados do órgão e a melhorar a função cardíaca dos animais.

Segundo os pesquisadores, o sucesso do estudo dá esperanças de repetir o resultado em humanos. Eles estimam que os testes da técnica em seres humanos poderiam começar em dois anos.

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