Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Taxação de lucro empresarial puxa aumento da arrecadação federal

Terça, 19 de Julho de 2011 às 14:50, por: CdB

Taxação de lucro empresarial puxa aumento da arrecadação federal Graças ao crescimento econômico do Brasil no ano passado, que garantiu lucros recordes, empresas pagam no primeiro semestre R$ 83 bilhões em tributos sobre seus ganhos, R$ 11 bilhões a mais do que no ano passado. Em valores, foi a taxação que mais aumento entre janeiro a junho, puxando a expansão de 12% da arrecadação do governo, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira.

André Barrocal

BRASÍLIA – O elevado crescimento econômico do país no ano passado fez as empresas ganharem dinheiro como nunca, e o efeito nos cofres públicos, na forma de tributação dos lucros, tem sido expressiva. No primeiro semestre, a cobrança de imposto de renda e de contribuição social sobre ganhos patronais teve, em valores, o maior aumento dentre todos os tributos. As empresas pagaram R$ 83 bilhões, R$ 11 bilhões a mais do que em 2010, e a principal explicação apontada pela Receita Federal para este avanço é que parte dos lucros de um ano só é taxada no seguinte.

De janeiro a junho, em quantias que já levam em conta a inflação, a Receita coletou R$ 471 bilhões, 12% a mais do que em 2010, segundo dados divulgados nesta terça-feira (19/07). Do incremento de R$ 53 bilhões, 20% resultaram da mordida no ganhos patronais.

Na sequência, quem mais contribuiu para a arrecadação expandir foram as taxações destinadas à Previdência Social (R$ 10 bilhões a mais), o maior tributo incidente sobre vendas das empresas (Cofins, com R$ 8 bilhões) e o imposto de renda pago pelos trabalhadores (R$ 6,5 bilhões).

No total, os trabalhadores pagaram de imposto de renda no primeiro semestre R$ 47 bilhões, ante R$ 40 bilhões em 2010, também em cifras que consideram a inflação. Foram R$ 35 bilhões por meio de descontos mensais nos contracheques e R$ 12 bilhões referentes à declaração anual de ajuste que as pessoas físicas precisam fazer até abril.

Outra taxação que proporcionou aumento significativo de recursos recolhidos pela Receita Federal foi aquela cobrada das pessoas físicas que ganham com aplicações financeiras.

Atraídas pelos altos juros do Tesouro Nacional na venda de títulos públicos, negócio destinado a rolar a trilionária dívida pública, as pessoas investiram pesado em renda fixa no semestre e pagaram R$ 16 bilhões em impostos pelos lucros obtidos. A variação na coleta do imposto foi de 30% frente a 2010, a maior dentre todos os tributos (no caso dos lucros empresariais, houve acréscimo de 11%).


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