A taxa de juros cobrada das pessoas físicas teve leve alta de março para abril, passando de 41% ao ano para 41,1% ao ano, informou o Banco Central (BC). Para as empresas, a taxa permaneceu em 26,3% ao ano. No caso das pessoas físicas, o cheque especial foi o que apresentou a maior alta – de 160,3% ao ano, em março, para 161,3% ao ano, em abril. A taxa do crédito pessoal, que inclui operações consignadas em folha de pagamento, apresentou alta de 0,2 ponto percentual, para 42,9% ao ano. Os juros anuais cobrados nos empréstimos para a compra de veículos ficou estável em 23,5%.
A inadimplência para as pessoas físicas apresentou queda de 0,2 ponto percentual em relação a março e ficou em 6,8%. No caso das empresas, a inadimplência se manteve em 3,6%. O BC considera inadimplência os atrasos superiores a 90 dias. O spread (diferença entre a taxa de captação e a cobrada do tomador final) para pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual, para 29,5 pontos percentuais. No caso das empresas, o recuo foi de 0,3 ponto percentual, para 16,8 pontos percentuais.
O prazo médio dos empréstimos, em dias corridos, ficou em 538 dias para as pessoas físicas, um aumento de sete dias em relação março. Para as empresas, o aumento foi de um dia, para 287 dias.
Crescimento
O volume de operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,468 trilhão em abril, ainda segundo o Banco Central (BC). Houve elevação de 1,1% em relação a março e de 17,6% na comparação com abril de 2009. A relação entre os empréstimos e o Produto Interno Bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos no país, chegou a 45,2%, em abril, contra 45% de março deste ano e de 41% de abril de 2009.
“Os empréstimos a pessoas físicas prosseguiram refletindo o dinamismo do consumo das famílias, que se traduz, principalmente, em forte demanda por crédito pessoal e por financiamentos para aquisição de veículos”, diz o BC, no relatório.
Os financiamentos para a compra de imóveis também “continuaram apresentando evolução acelerada”. O saldo dessas operações ficou em R$ 104,1 bilhões, com expansão de 3,3% em relação a março e de 49,7% em 12 meses. De acordo com o BC, as operações de crédito com recursos livres representaram 66,8% do crédito total e alcançou o saldo de R$ 981,2 bilhões, um aumento de 9,8% em relação a março e de 11,7% na comparação com abril de 2009.
Os financiamentos com recursos direcionados (operações com taxa de juros pré-estabelecidas em normas governamentais, destinadas aos setores rural, habitacional e de infraestrutura) somaram R$ 487 bilhões, com alta de 1,6% na comparação com março e de 31,6% ante abril do ano passado.