Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Taxa de juros cobrada no cheque especial beira os 200% ao ano

A taxa de juros cobrados no cheque especial subiu, em média, para 9,33% ao mês, nos primeiros dias de dezembro, e estacionou no maior patamar desde junho de 2003, quando atingiu 9,43%. Pesquisa da Fundação Procon-SP, divulgada nesta quarta-feira, mostra que, agora, a taxa média cobrada pelos bancos, nesta modalidade de crédito pessoal, chega à marca de 191,75%. (Leia Mais)

Quarta, 10 de Dezembro de 2008 às 09:44, por: CdB

A taxa de juros cobrados no cheque especial subiu, em média, para 9,33% ao mês, nos primeiros dias de dezembro, e estacionou no maior patamar desde junho de 2003, quando atingiu 9,43%. Pesquisa da Fundação Procon-SP, divulgada nesta quarta-feira, mostra que, agora, a taxa média cobrada pelos bancos, nesta modalidade de crédito pessoal, chega à marca de  191,75%.

O empréstimo pessoal vem apresentando, há três meses consecutivos, taxa média superior a 6%; neste mês, igualou a marca registrada em abril de 1999, registrando a maior taxa média desde março do mesmo ano (6,77%). No caso do cheque especial, já é o segundo mês consecutivo que a taxa média ultrapassa os 9%. Comparando-se janeiro e dezembro deste ano, podemos notar que a taxa média do cheque especial apresentou maior acréscimo – em pontos percentuais – do que a do empréstimo pessoal. A diferença é de 0,89 ponto percentual para o empréstimo pessoal e de 1,12 pontos percentuais para o cheque especial.
 
No Empréstimo Pessoal a taxa média dos bancos pesquisados foi de 6,25% a.m., superior à do mês anterior, que foi de 6,15% a.m., significando um acréscimo de 0,10 ponto percentual. No Cheque Especial a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,33% a.m., superior à do mês anterior, que foi de 9,24% a.m., significando um acréscimo de 0,09 ponto percentual.
 
As altas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal foram:

Santander - alterou de 6,00% para 6,69% a.m., o que significa um acréscimo de 0,69 ponto percentual, representando uma variação positiva de 11,50% em relação à taxa de novembro;

Unibanco - alterou de 6,59% para 6,99% a.m., o que significa um acréscimo de 0,40 ponto percentual, representando uma variação positiva de 6,07% em relação à taxa de novembro.
 
A única queda verificada partiu do HSBC, que alterou sua taxa de 4,85% para 4,83% a.m., o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,41% em relação à taxa de novembro.
 
As altas verificadas nas taxas de cheque especial foram:

Unibanco - alterou de 8,59% para 8,99% a.m., o que significa um acréscimo de 0,40 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,66% em relação à taxa de novembro;

HSBC - alterou de 9,25% para 9,65% a.m., o que significa um acréscimo de 0,40 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,32% em relação à taxa de novembro;

Santander - alterou de 9,70% para 9,85% a.m., o que significa um acréscimo de 0,15 ponto percentual, representando uma variação positiva de 1,55% em relação à taxa de novembro. Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.
 
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
 
A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se deu no final de outubro (dias 28 e 29) e a decisão foi pela manutenção dos juros básicos da economia em 13,75%. O Copom está para divulgar a nova taxa, que vigorará a partir desta quinta-feira. O grande desafio é conter as pressões inflacionárias diante da crise financeira global, sem comprometer o investimento e o crescimento econômico.      
 
As instituições financeiras continuam apertando o crédito e as taxas de juros não estão convidativas. O consumidor deve continuar cauteloso e é conveniente adiar qualquer decisão de tomada de empréstimo até que as taxas estejam em patamares mais razoáveis. 

Tags:
Edições digital e impressa