Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Taxa de juros alcança maior média desde março de 2011, diz BC

A taxa de juros cobrada do consumidor chegou, em média, a 44,2% ao ano em novembro, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira. Este é o maior patamar da série histórica do BC, de março de 2011. A taxa refere-se ao segmento de crédito com recursos livres, nas quais os bancos são livres para escolher as taxas oferecidas aos consumidores.

Segunda, 22 de Dezembro de 2014 às 11:51, por: CdB
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Para as empresas, o custo do crédito com recursos livres aumentou em 0,1 ponto percentual para 23,5% ao ano
A taxa de juros cobrada do consumidor chegou, em média, a 44,2% ao ano em novembro, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira. Este é o maior patamar da série histórica do BC, de março de 2011. A taxa refere-se ao segmento de crédito com recursos livres, nas quais os bancos são livres para escolher as taxas oferecidas aos consumidores. Em outubro, os juros estavam em 44,0% ao ano. Apesar da alta, a inadimplência manteve-se estável em 6,5%, próximo ao menor patamar da série histórica, de 6,4% em abril de 2011. Para as empresas, o custo do crédito com recursos livres aumentou em 0,1 ponto percentual para 23,5% ao ano. Com isso, a taxa média total com recursos livres chegou a 33%. No caso dos recursos direcionados, segmento que inclui as linhas do BNDES, do crédito habitacional e rural, o juro total ficou estável em 7,9% ao ano e a inadimplência seguiu em 1% ao ano, como no mês anterior. Empréstimos O estoque total de empréstimos chegou a R$ 2,96 trilhões em novembro, aumento de 1,3% frente a outubro. Já as concessões totais recuaram 7% no mês. O saldo do crédito direcionado avançou mais. Enquanto o estoque neste segmento cresceu 1,7% no mês, o saldo de recursos livres aumentou 0,9%. Em doze meses, o estoque do crédito direcionado acumula alta de 25%. Já o saldo do crédito livre, de 4,7%. O crédito disponível no país chegou a 58% do PIB (Produto Interno Bruto). No mês anterior, a proporção era 57,6% e, em novembro do ano passado, de 55,1%. Cheque especial O spread total - diferença do custo entre a captação e o valor cobrado do tomador de empréstimo e que constitui a maior parte do lucro bancário - caiu 0,2 ponto percentual para 12,6 pontos percentuais. O spread dos empréstimos com crédito livre chegou a 21,2 pontos percentuais. Já nas linhas com crédito direcionado seguiu em 2,8 pontos percentuais. A taxa com maior crescimento foi a do cheque especial: passou de 187,8% ao ano para nada menos que 191,6% ao ano. É a mais alta dos últimos 15 anos. Em média, os bancos 103,7% ao ano em empréstimos de crédito pessoal como, por exemplos, os CDCs. É a maior taxa já registrada desde 2011, quando o Banco Central passou a armazenar os dados sobre esse tipo de operação. Mesmo o crédito consignado – com menor risco de calote para os bancos porque o descontos das parcelas já é feito no contracheque do cliente – ficou mais caro. Subiu de 25,5% ao ano para 26,1% ao ano. A tendência é que esses empréstimos fique cada vez mais salgados. É que o Banco Central iniciou um processo de alta da taxa básica de juros (Selic), em outubro, para conter o consumo e tentar domar a inflação. Como essa taxa é referencia para o custo do dinheiro no mercado financeiro, quando ela aumenta, os empréstimos ficam mais caros.
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