A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu 0,5% para 9% em setembro, ante 9,5% em agosto, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas ocupadas subiu 1% de agosto para setembro, totalizando 21,3 milhões. Na comparação com setembro do ano passado, o aumento foi de 2,7%. Já o número de desocupados caiu no mês 5,4%, para 2,1 milhões de pessoas, segundo o IBGE.
Um dos maiores fatores para o crescimento no número de vagas para os trabalhadores brasileiros é o crescimento da economia brasileira. Além da menor taxa de desemprego do ano, em setembro, o IBGE já projeta para dezembro recorde de baixa e uma média no ano de apenas um dígito. Segundo o economista Cimar Pereira, do Instituto, a tendência de queda no desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou mais clara com os dados de setembro.
- Esse movimento da taxa ficou mais evidente... a expectativa é chegar em dezembro com a menor taxa para o mês e com uma média no ano no menor nível de toda a série histórica - disse Pereira em entrevista coletiva.
- Uma taxa média anual de desemprego no Brasil de apenas um dígito só foi verificada em 2005. Isso só não vai acontecer (de novo) se houver uma catástrofe - disse Pereira, quando ela foi de 9,8%.
A queda verificada de agosto para setembro reflete uma combinação entre menor procura e maior ocupação.
- Você tem um mercado de trabalho propício à queda na taxa. O mercado de trabalho vai bem quando a economia trás boas notícias - afirmou o economista.
Ainda de acordo com IBGE, o número de desocupados caiu em 120 mil pessoas em setembro. Somente em São Paulo houve a contratação de 144 mil trabalhadores de um total de 210 mil nas seis regiões analisadas.
- São Paulo é o núcleo nervoso da economia do país. Quando a economia vai bem é lá que o mercado de trabalho demonstra primeiro a resposta. Isso é importante por tem repercussão nas outras regiões nos meses seguintes - acrescentou Pereira.
O rendimento do trabalhador ficou praticamente estável em setembro, um mês positivo para o mercado de trabalho mas, na média do ano, a expansão é de 3,6% ante os nove primeiros meses de 2006.
- Os segmentos de comércio e prestação de serviços puxaram a média para baixo. Não podemos esquecer que a inflação também corroeu um pouco o rendimentos nos últimos meses. Ao longo do ano, temos uma melhora na economia que favorece o mercado de trabalho e um movimento de contratações em segmentos mais organizados e que pagam mais - disse o economista do IBGE. A renda do trabalhador avanço 2,5% ante setembro de 2006, e ficou em R$ 1.115,00. Na média do ano, o rendimento está em R$ 1.123,66.