Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Taxa de emprego bate recorde histórico

O mercado de trabalho brasileiro bateu recordes em vários indicadores, em novembro, e antevê a taxa inédita de crescimento próximo aos 7%, em dezembro, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego em novembro (de 8,2% ante 8,7% em outubro) foi a menor da série iniciada em 2002, o nível de ocupação foi o mais alto da história, o patamar de desocupação o mais baixo da série e o emprego com carteira assinada, bateu recorde. Renda média do trabalhador também subiu em novembro

Quinta, 20 de Dezembro de 2007 às 10:21, por: CdB

O mercado de trabalho brasileiro bateu recordes em vários indicadores, em novembro, e antevê a taxa inédita de crescimento próximo aos 7%, em dezembro, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego em novembro (de 8,2% ante 8,7% em outubro) foi a menor da série iniciada em 2002, o nível de ocupação foi o mais alto da história, o patamar de desocupação o mais baixo da série e o emprego com carteira assinada, bateu recorde.

– Ao levar em consideração o atual momento do mercado de trabalho e a queda média na série histórica de um ponto percentual de novembro para dezembro, é provável que tenhamos um taxa em torno de 7,2% em dezembro. Foi um mês de melhora generalizada e de muitos recordes. O mercado de trabalho está bom à beça – disse Cimar Pereira, técnico do IBGE.

Ele lembrou que em novembro a população desocupada alcançou 1,9 milhão de pessoas, terceiro menor contingente da série, atrás apenas dos meses de dezembro de 2005 e 2006.

– Qualquer reflexo que você tenha no mercado de trabalho é conseqüência do comportamento da economia. Em um cenário econômico mais favorável os empresários se sentem mais seguros para investir e contratar empregados. O resultado de novembro é importante porque em dezembro há mais contratações pelo comércio e menor procura por trabalho em razão das festas de fim de ano – acrescentou o economista.

De janeiro a novembro, a taxa média de desemprego está em 9,5% (a mais baixa da série), ante 10,1% no mesmo período de 2006. O emprego com carteira assinada cresceu no mês passado 8,2 por cento, atingindo a maior expansão da série e o equivalente a mais 709 mil empregados formais no mercado de trabalho. O percentual de empregados com carteira no mercado de trabalho alcançou o recorde de 43,5 por cento em novembro e de 42,4 por cento no ano de 2007.

– Esse é o boom da carteira de trabalho em 2007. Mas ainda está abaixo do desejado. Se levar em conta o funcionalismo público ainda temos metade do contingente de trabalhadores na informalidade – avaliou.

Outro dado do estudo diz respeito ao rendimento médio real habitual dos ocupados, que ficou em R$ 1.143,60, registrando expansão tanto na comparação mensal (1,3%), quanto na anual (2,4%).

Já o rendimento real domiciliar per capita, de R$ 733,90, cresceu 2,8% no mês e 4,5% no ano. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados totalizou R$ 24,6 bilhões, um crescimento de 1,9% no mês e de 5,4% no ano.

O estudo do IBGE, se analisado do ponto de vista regional, na comparação mensal, indica estabilidade na taxa de desocupação em todas as regiões metropolitanas.

Já na comparação com novembro de 2006, houve queda nas regiões metropolitanas de Recife (1,4 ponto percentual); Belo Horizonte (1,8 ponto percentual); Rio de Janeiro (0,8 ponto percentual); São Paulo (1,5 ponto percentual); e Porto Alegre (1,9 ponto percentual). Na região metropolitana de Salvador o quadro ficou estável.

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