Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Taxa de desemprego se estabiliza mas confiança do comerciante cai

Quinta, 26 de Junho de 2014 às 05:26, por: CdB
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A taxa de desemprego brasileiro ficou estável nas capitais pesquisadas
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira, traz os dados referentes a apenas quatro das seis regiões metropolitanas envolvidas na pesquisa. Na comparação com o mês imediatamente anterior, a taxa de desemprego, em maio, ficou estável no Recife, em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A redução no número de capitais deve-se à greve dos funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada há quatro semanas. Em relação a maio de 2013, a taxa declinou 1,8 ponto percentual no Rio de Janeiro e 1,2 ponto percentual em São Paulo. No Recife e em Belo Horizonte, o cenário mostrou estabilidade também nesta base de comparação. A pesquisa indica que o número de desocupados, em maio de 2014, manteve-se estável nessas regiões na comparação com abril. Porém, em relação a maio de 2013, o índice caiu 34,8% na região metropolitana do Rio de Janeiro, 21,7% em São Paulo e manteve a estabilidade no Recife e em Belo Horizonte. A pesquisa constata ainda que, em maio deste ano, a população ocupada com carteira assinada no setor privado permaneceu estável nas quatro regiões, na comparação com abril. No confronto com maio de 2013, a região metropolitana de São Paulo apresentou aumento 3,7%. Em relação aos empregados sem carteira assinada no setor privado, na comparação mensal, Recife teve aumento de 13,5% e as três regiões restantes registraram estabilidade. Na comparação com maio de 2013, São Paulo teve queda de 22,5% e Belo Horizonte, de 11,8%. Do ponto de vista do rendimento médio real, de abril para maio deste ano, o percentual caiu nas regiões metropolitanas do Recife (-1,1%) e de Belo Horizonte (-1,4%), subiu na região metropolitana do Rio de Janeiro (2,9%) e manteve estabilidade em São Paulo. Na comparação com maio de 2013, o rendimento médio real subiu no Recife (8,4%), Rio de Janeiro (7,4%) e em São Paulo (1,7%) e caiu 1,6% em Belo Horizonte. Em razão da greve dos servidores do órgão, a Pesquisa Mensal de Emprego referente a maio deste ano, excepcionalmente, não disponibilizou os dados das regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre. Segundo o IBGE, a paralisação “impossibilitou a divulgação completa dos dados, mas posteriormente, em data ainda não definida, serão divulgados em sua totalidade já com a inclusão das regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre". Confiança Se na indústria o cenário é estável a ponto de assegurar os níveis atuais de emprego, o mesmo não se aplica ao setor comercial. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 2,3% em junho na comparação com maio atingindo, mais uma vez, o menor patamar da série histórica (iniciada em 2011). O indicador da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também fechou o semestre com queda de 12,7% em relação a dezembro do ano passado e 16,8% em relação a junho passado. A queda foi puxada principalmente pelas avaliações mais pessimistas das condições atuais (-3,3% em relação a maio). Os empresários do comércio estão avaliando pior a economia (-6,8%), o segmento comercial (-2,4%) e o seu próprio negócio (-1,6%). As expectativas do empresário sobre o futuro também recuaram (-2,9%). Eles esperam piora da economia (-4%), do comércio (-3,1%) e do próprio negócio (-1,8%). A CNC ainda constatou um ânimo menor para investimentos (-0,7%). Espera-se queda na contratação de funcionários (-1,3%) e nos investimentos na empresa (-0,8%). A avaliação sobre os estoques teve uma ligeira alta: 0,2%.
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