A estabilidade da taxa de desemprego da Região Metropolitana de São Paulo impediu que índices nacionais apresentassem queda em setembro. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o pequeno aumento 0,1 ponto percentual na taxa – de 15% em agosto para 15,1% em setembro – barrou uma redução maior na taxa geral, que caiu de 15,6% para 15,5% durante o período.
— Como São Paulo é uma região que tem muito peso no levantamento, por ser onde vivem quase 50% da PEA [População Economicamente Ativa] da pesquisa, seu resultado influencia muito na média das regiões — afirmou Patrícia Lino Costa, economista do Dieese.
A taxa geral é calculada de acordo com os resultados de seis regiões metropolitanas: Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, além de São Paulo.
A taxa da capital paulista e a de Salvador foram as únicas que apresentaram “relativa estabilidade” no nível de desemprego, segundo a PED – as demais tiveram queda. Em Brasília, por exemplo, a queda foi de 0,8 ponto percentual (de 18,1% para 17,3%) e em Porto Alegre, de 0,6 ponto percentual (de 13,4% para 12,8%).
Segundo estimativas da pesquisa, 3 milhões de trabalhadores estavam desempregados em setembro, 20 mil a menos do que em agosto. A PED apontou que foram criadas 81 mil ocupações (trabalhos formais e informais), enquanto 62 mil pessoas entraram no mercado.
O setor da construção civil foi o que registrou maior aumento no número de ocupados em porcentagem (3,3%). O de serviços, em compensação, teve o maior crescimento no número de ocupados, em números absolutos (43 mil).
Segundo Costa, em dois pontos, os resultados de setembro contrariaram tendências observadas em pesquisas anteriores: o número de trabalhadores que não possuíam carteira de trabalho assinada cresceu mais do que os com carteira – aumento de 55 mil contra 48 mil; e o rendimento médio mensal subiu – 0,4% no caso dos ocupados, chegando a R$ 1,051, e 0,5% no caso dos assalariados, alcançando R$ 1.124.
A economista afirmou ainda que, na comparação com o resultado de 2006, o número de ocupações cresce em ritmo menor em 2007. As taxas de desemprego deste ano, no entanto, são inferiores às do ano passado, acrescentou.
Taxa de desemprego em São Paulo mantém estabilidade em setembro
Quarta, 31 de Outubro de 2007 às 18:15, por: CdB