Taxa de cheques sem fundo cai em agosto, indica Serasa
A taxa de cheques devolvidos por falta de fundos no país, em agosto, foi 0,11 ponto percentual menor do que em julho, segundo levantamento da empresa de consultoria Serasa Experian. De um total de 89,4 milhões de cheques compensados, 1,88% não tinham a provisão necessária na conta do correntista para a liquidação da dívida.
A taxa de cheques devolvidos por falta de fundos no país, em agosto, foi 0,11 ponto percentual menor do que em julho, segundo levantamento da empresa de consultoria Serasa Experian. De um total de 89,4 milhões de cheques compensados, 1,88% não tinham a provisão necessária na conta do correntista para a liquidação da dívida. Já no mês anterior, o percentual foi 1,99%, em um volume menor de documentos compensados (80,8 milhões).
Na comparação com agosto do ano passado houve piora das condições. Naquele período, as devoluções atingiram 1,62% dos cheques compensados. De janeiro a agosto deste ano sobre igual período de 2010 também ocorreu crescimento com 1,93% ante 1,82%, alta de 0,11 ponto percentual.
No acumulado do ano, Roraima foi o Estado com maior percentual de devolução (11,99%) e o menor foi verificado em São Paulo (1,46%). Entre as regiões, a Norte foi a que mais apresentou devoluções com 4,07% e, em sentido oposto, a Sudeste teve a menor taxa 1,57%. Para os economistas da Serasa, essa expansão foi provocada pelo “aumento do endividamento, da inflação e dos juros altos”.
Inflação
Outro importante termômetro da saúde econômica do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial brasileira, ficou em 0,53% em setembro. O resultado é praticamente o dobro da taxa registrada um mês antes, 0,27%. Em setembro de 2010, o IPCA-15 havia sido 0,31%.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano o IPCA-15 acumula alta de 5,04 %, resultado que também supera o observado no mesmo período do ano anterior (3,53%). Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 7,33%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (7,10%).
Segundo o levantamento, o resultado deste mês foi pressionado pelos alimentos, que apresentaram alta de 0,72%, mais intensa do que a do mês anterior (0,21%). Pesaram mais no bolso do consumidor produtos como o açúcar cristal (4,72%) e o refinado (4,59%), o leite pasteurizado (2,64%), o frango (2,51%), as carnes (1,79%) e o arroz (1,74%). Com isso, o grupo alimentação e bebidas acumula alta de 4,29% neste ano.
O levantamento do IBGE destaca que, embora os produtos não alimentícios tenham subido menos do que os alimentos, registrando alta de 0,47%, também acima da de agosto (0,29%), foram as passagens aéreas que lideraram a relação dos principais impactos no mês. Para viagens em setembro, os voos disponíveis subiram, em média, 23,40%. Com esse resultado, a taxa do grupo transportes passou de 0,03% para 0,70% de um mês para o outro.
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