À beira de um ataque de nervos
O blog de Fernando Rodrigues, na Folha On Line, conta que o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, e Pauderney Avelino, segundo-secretário do PFL, quase saíram no tapa nesta quinta-feira. Tasso irritou-se porque Pauderney dissera à TV Globo que Geraldo Alckmin não era o nome mais competitivo do PSDB para disputar a Presidência. Houve xingamentos e, não fosse a turma do deixa-disso, os dois teriam brigado. Não é impossível que. no fim das contas, o PFL acabe lançando candidato próprio.
Palocci na frigideira
Confirmou-se o que eu previra em nota na edição de ontem. Palocci parece estar com os dias contados no Ministério. Hoje, sua presença mais atrapalha do que ajuda. Lula já tem a confiança dos bancos e tornou-se, ele próprio, fiador da política que lhes permite lucros estratosféricos. Palocci, encrencado com as falcatruas da turminha de Ribeirão Preto e com as mentiras que tem contado, tornou-se um estorvo.
Brasil de Lula, paraíso dos bancos
Os trabalhadores continuam pagando mais impostos que os bancos. Em fevereiro, a arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, somado ao Imposto de Renda sobre rendimentos do trabalho, alcançou R$ 3,116 bilhões. Já o recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pago pelas instituições financeiras foi menos da metade disso: R$ 1.520 bilhão. Como explicar?
Justiça tributária?
Se você é assalariado e tem um rendimento bruto mensal igual ou superior a R$ 2.512,08, deixa 27,5% desse valor com o Leão. Mas se você é banqueiro paga de Imposto de Renda sobre o lucro das operações financeiras apenas 15%. Uma recente medida provisória de Lula agravou a distorção: se você é banqueiro estrangeiro, está isento do Imposto de Renda e do pagamento da CPMF. Deve ser para ajudar os coitadinhos dos bancos.