Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026

Tasso diz que crescimento de 5,2% da economia foi medíocre

Quinta, 05 de Maio de 2005 às 08:44, por: CdB

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que o crescimento da economia brasileira ano passado, de 5,2%, foi, na realidade, medíocre. Para o parlamentar, o índice, "apregoado nos discursos e na propaganda oficial como um feito histórico", refletiu, na verdade, o crescimento nulo do ano anterior e a conjuntura externa extremamente favorável.

Jereissati lembrou que o mundo, em 2004, cresceu 5,1%, enquanto o comércio mundial se expandiu notáveis 15%. A média de crescimentos dos países emergentes foi de 6%, sendo 5,9% na América Latina. Até a África, acentuou, cresceu 4,5%.

- Por quanto tempo persistirá esta onda mundial? Quais as estratégias de desenvolvimento real para quando esta maré passar? Eis questões a que o governo, embevecido por uma vitória de Pirro, parece não estar atento - acusou.

Embora considere positivo o superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), Jereissati afirmou ser preocupante que esse superávit se fundamente muito mais no aumento da carga tributária do que na redução dos gastos públicos.

Para ele, esse aumento "estrangula a atividade econômica, restringindo o investimento privado e incentivando a informalidade". Acrescentou tratar-se da "maior carga tributária de todos os tempos e uma das maiores do mundo, que, aliada às elevadíssimas taxas de juros, torna a atividade econômica quase insuportável".

Jereissati criticou a redução de 48% dos investimentos públicos nos dois primeiros anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, se comparado com os dois últimos anos do governo anterior. Afirmou que o governo, em vez de reconhecer ser responsável pelo baixo nível de investimento e pela retomada inflacionária, "prefere punir as empresas e os consumidores, aumentando os juros de forma excessiva para compensar o nítido descontrole dos gastos públicos".

- Aliás, a recente declaração do presidente Lula, atribuindo responsabilidade ao cidadão comum, que, por indolência ou comodismo, aceita as elevadíssimas taxas de juros impostas pelos bancos, é o fecho de ouro dessa lógica absurda - afirmou o senador, que também criticou a contratação de 40 mil novos servidores civis e os programas sociais do governo, que para ele são "um fracasso".

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