Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Tarso volta a defender troca da dívida externa por educação

Segunda, 28 de Fevereiro de 2005 às 14:12, por: CdB

O ministro da Educação, Tarso Genro, voltou a defender nesta segunda-feira a troca da dívida de países pobres por investimentos em educação. De acordo com o ministro, a Espanha perdoou 60 bilhões de euros da dívida da Argentina, que investiu a quantia em educação. Para o ministro, esta é uma importante "pauta comum" da Federação de Países de Língua Portuguesa e da América Latina.

Tarso Genro informou também que, em março, deve ser realizada em Madri reunião preparatória para organização de uma conferência internacional. Segundo o ministro, o comitê técnico que analisa uma proposta global é composto por Espanha, Brasil e Argentina.

- Atualmente só existem acordos bilaterais, como no caso da Espanha com a Argentina, e mesmo do Brasil com alguns países africanos - explicou.

O ministro fez as declaraçãos em entrevista coletiva antes de participar de debate na quarta Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), que começou sexta-feira (25) em São Paulo. Junto com a Bienal, está ocorrendo o 14º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes (Clae). Tarso Genro disse que o presidente Lula o autorizou a dizer que:

- O Brasil joga a favor da construção de um projeto de universidade latino-americana e para a integração da região.

Questionado sobre possíveis mudanças na parte de assistência estudantil na proposta de reforma universitária apresentada pelo governo, o ministro declarou-se favorável e disse que a a UNE já apresentou uma proposta.

- Até julho, devemos aperfeiçoar, assim como o resto da reforma - afirmou o ministro.

Tarso Genro enfatizou a importância de discutir cultura e política juntas, como é o propósito dos dois eventos.

- As grandes questões sociais e econômicas podem ter ações de governo, mas as grandes mudanças acontecem com a transformação na mente das pessoas. Portanto, integrar política estudantil e cultura é uma ação importante - afirmou o ministro.

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