O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse na manhã desta quinta-feira que cabe ao governo do Rio de Janeiro comentar as possíveis "deformidades" cometidas pelos policiais durante as operações nos morros cariocas. Contudo, segundo ele, se forem apurados "lesões aos direitos individuais" as pessoas devem responder "duramente no judiciário". Ele evitou se aprofundar, mas comentou a soltura dos 43 policiais do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), de Duque de Caxias.
— A atuação da Polícia do Rio de Janeiro tem que ser avaliada pelas autoridades do Estado do Rio de Janeiro. Se ocorreram deformidades elas têm que ser apuradas pelas autoridades do Rio. Se ocorreu alguma lesão aos direitos individuais ou alguma violência fora do controle, qualquer atitude ilegal de qualquer pessoa ela tem que responder duramente no judiciário — comentou o ministro.
Para ele, a criminalidade tem que ser combatida com "políticas preventivas, uma polícia bem aparelhada, bem treinada e com capacidade de resposta contra o crime organizado". Ele assegurou ainda que Força Nacional de Segurança não está participando diretamente dos confrontos com os criminosos nos morros e que funciona apenas como suporte, bloqueando saídas e atuando na retaguarda.
O ministro disse que a soltura de 43 dos 73 policiais do 15º BPM está dentro das normas jurídicas e que isso não representa que eles estão impunes, porque ainda responderão a processos. Porém, ele disse que a comemoração da soltura choca a sociedade. — O que choca a opinião pública é o comportamento daqueles cidadãos, festejando sua soltura e ofendendo o senso de justiça de todo cidadão brasileiro — salientou.