Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Tarso pede união pela Democracia

O presidente do PT, Tarso Genro, afirmou hoje que, no Rio de Janeiro, que não é hora de sair do PT nem de renunciar. - É hora de mobilizar as bases para garantir a democracia.- disse Tarso Genro, que aproveitou para pedir a petistas que não deixem o partido neste momento e ajudem a legenda na apuração de denúncias e punição de envolvidos (Leia Mais)

Sexta, 12 de Agosto de 2005 às 10:55, por: CdB

O presidente do PT, Tarso Genro, afirmou hoje que, no Rio de Janeiro, que não é hora de sair do PT nem de renunciar.

- É hora de mobilizar as bases para garantir a democracia.- disse Tarso Genro, que aproveitou para pedir a petistas que não deixem o partido neste momento e ajudem a legenda na apuração de denúncias e punição de envolvidos.

 A afirmação foi feita logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedir, em pronunciamento na TV, desculpas ao povo pelos erros do governo e do PT e afirmar que se sente "traído".

Nesta quinta-feira, o publicitário Duda Mendonça disse que teria recebido ilegalmente dinheiro em um conta aberta nas Bahamas (um paraíso fiscal) a pedido do empresário Marcos Valério.

O dinheiro seria oriundo de caixa dois do PT e referente a pagamentos de campanhas eleitorais do partido em 2002 --ano em que Lula foi eleito.

A afirmação trouxe novamente à tona o debate sobre um possível pedido de impeachment de Lula no Congresso e aumentou a especulação sobre a renúncia do presidente.

Em entrevista à revista "Época" que chegou às bancas de São Paulo nesta sexta-feira, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou que o PL apoiou Lula nas eleições de 2002 em troca de R$ 10 milhões, que seriam usados em despesas de campanha do PL.

Segundo Costa Neto, Lula não participou da reunião para fechar o acordo milionário, mas estava na sala ao lado e sabia de tudo. O vice-presidente, José Alencar, é do PL.

O acordo, segundo Costa Neto, demorou a sair porque o PL queria R$ 20 milhões e o PT oferecia menos. Participaram da reunião definitiva, em que os partidos chegaram a um consenso, José Dirceu, Delúbio Soares e o próprio Valdemar -- Lula e José Alencar teriam ficado na sala ao lado esperando. A reunião teria acontecido no apartamento do deputado Paulo Rocha (PT-PA).

Valdemar Costa Neto renunciou ao mandato de deputado federal depois de ser acusado de ter recebido "mensalão" para apoiar o governo Lula. Foi a primeira entrevista de Costa Neto depois da renúncia.


 

 

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